[PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

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[PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

Mensagem por Gaia em Ter Mar 31, 2015 10:53 pm

1. Perfil


Nome:

Nível:

Fama:

Título:

Idade (on):


2. Características Psicológicas


Lembre-se que o mentalista possui uma sensibilidade maior, não quer dizer mais fraco, mas sim alheio ao seu redor e aos outros. Além disso, os mentalistas são mais calmos e costumam ser sinceros. Compare as características de seu personagens com estas e procure demonstrar como a personalidade do mesmo permite o seu contato maior com a alma e a mente, como poderá considerá-lo como um seguidor de Psiquê.


3. O Teste


A interpretação ocorrerá da seguinte forma. Você terá de narrar a realização de um dos trabalhos que Psiquê fez ao ir de encontro a Afrodite atrás de seu amado. As descrições dos trabalhos estão logo a seguir. Use os acontecimentos como base para a narração, não modifique nada importante, como por exemplo, como o trabalho pode ser realizado. O local para a realização do trabalho fica a sua escolha, mas o motivo é que o Sr. D, irritado e estressado nesse dia, o castigou por ter feito uma besteira simples (fica a seu critério dizer qual foi essa besteira) com um trabalho teoricamente impossível de se realizar (um dos trabalhos de Psiquê).

“A primeira, era separar até à noite imensa quantidade de grãos de várias espécies; depois, tosquiar a lã de ouro de carneiros selvagens; a terceira prova era buscar um frasco com a água escura do Estige.

Psiquê porém recebe ajuda inesperadas: na primeira, é auxiliada por levas de formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugerem-lhe que recolha os fios de ouro deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. Na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estige, e trouxe-lhe o líquido negro.

Decepcionada, Afrodite decide impor-lhe ainda uma quarta e mais difícil prova: descer ao Hades (Inferno) e persuadir Perséfone a dar-lhe numa caixa um pouco de sua beleza.

No caminho, uma alta torre descreveu-lhe o roteiro para o reino das sombras. Para atravessar à outra margem do Estige, pagar o óbolo ao barqueiro Caronte. Ante o portão do Inferno, guardado pelo feroz Cérbero, o cão de três cabeças, abrandá-lo com um bolo.”


4. Dicas para a Interpretação


1. Você fez algo errado e o Dionísio puniu você com um dos trabalhos citados acima, um dos trabalhos impossíveis que Afrodite passou para a deusa;
2. Você vai escolher apenas um trabalho;
3. TODOS os trabalhos já tem uma SOLUÇÃO. Você não pode mudar essa solução, que também está descrita acima, ou será reprovado.
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Re: [PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

Mensagem por Faye Perón em Dom Abr 05, 2015 11:12 pm




É aqui que viro Grey Xavier?


1. PERFIL




Nome: Faye Perón

Nível: 20

Fama: Protetora

Título: Novato

Idade (on): 17


2. CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS




Faye é uma garota que cresceu de forma solitária e sobre regras que deviam ser seguidas à risca. Por causa disso, é uma garota que é tímida no início de suas interações sociais. Seu pai adotivo, perito forense do departamento de polícia, a criou para fazer o bem sempre que fosse possível e evitar brigas. Ao invés de ler histórias de contos de fadas, seu pai lia histórias de heróis e de como eles faziam o bem. Assim, a garota cresceu sabendo o que era o certo e o que era errado, longe de ser uma adolescente rebelde. Não sabe mentir muito bem, ficando atrapalhada quando tem de proferir uma mentira. É altruísta, corajosa e leal aos seus amigos, mesmo que estes se provem pouco até o momento atual. Irá sempre ajudar quando necessário e sempre estará no lado que acha que é o correto. Muito raramente estará fazendo algo contra os seus princípios.



3. O TESTE


Tudo começou por causa de uma banana. Deuses, eu odeio bananas!

Era uma tarde comum no Acampamento Meio-Sangue. Eu saia de mais um treino mortal com Liza, uma filha de Atena que quando estava de TPM era mais fatal do que um demônio. Meus planos eram bem simples: ir para o chalé, tomar um longo banho e apagar em minha cama até chegar a hora do jantar no refeitório.  Mas como sempre, o destino me fazia tropeçar em algo que mudava completamente o rumo dos meus planos originais. Dessa vez, ele foi terrivelmente literal.

No caminho de volta para o chalé depois de um exaustivo treino com Liza, tudo ia bem até escutar um grunhido esganiçado e risadas de deboche. No fundo, eu sabia que deveria ignorar e apenas continuar o meu rumo sem arranjar mais encrencas... Mas a sensação de que eu não podia simplesmente sair sabendo que algo estava acontecendo era ainda mais forte. Resmunguei baixo levemente irritada comigo mesma. Segui em direção aos sons das risadas apenas para me deparar com um grupo de encrenqueiros de Ares, incluindo Phill, um dos garotos que eu já havia entrado em combate no meio da arena.

Eles estavam com um garoto que não devia ter mais do que doze anos. Haviam bananas espalhadas por todos os lados e os garotos filhos da guerra “brincavam” de jogar o pequeno de um lado para o outro, rindo de sua falta de capacidade de escapar dessa situação. Eu odiava valentões, pessoas que tinham tudo para atribuir aquela energia em fazer algo bom e as desperdiçava com o único intuito de se provarem melhores do que os outros, geralmente usando força bruta e pouca inteligência.

-Hey – falei para chamar a atenção, infelizmente consegui tão rápido que quando todos os pares de olhos voltaram-se para mim acabei por engolir em seco – Será que poderíamos talvez resolver isso do jeito mais fácil? – pedi mordendo o canto inferior do meu lábio – Tipo, vocês deixam ele ir e cada um segue o seu rumo?

-Ora, ora – Phill afastou-se dos outros com uma pose de superior e um sorriso irritante nos lábios cheios – Se não é a princesinha! Acho que você e eu temos contas a acertar, você deu muita sorte naquele dia!

-Talvez – disse querendo evitar uma briga – Mas poderíamos fazer isso, sei lá, depois? Apenas deixe o garoto ir.

-E quem vai me obrigar a isso? Você? – Phill parou a minha frente cruzando os braços, naquele momento sua aura intimidadora apenas me fez recuar – Dessa vez não tenho de ser justo e estou em maior vantagem.

-Não importa, apenas deixe-o ir – pedi mais uma vez.

-Se acha corajosa assim não? Só porque é filha daquele cara pensa que é melhor do que qualquer outro aqui? Besteira! Você não passa de uma garota prepotente e que vai ter finalmente uma lição!

Phill avançou sem nenhum tipo de aviso prévio. O corpo tão maior que o meu quase cobrindo-me com sua sombra assustadora. Esquivei por muito pouco, contando com aquela agilidade inata que os filhos do senhor dos céus possuíam. Mas ele estava certo em uma questão indubitável, Phill não estava sozinho. Logo estava cercada por garotos enormes e que adoravam uma briga gratuita. O garoto? Fugiu na primeira oportunidade deixando-me entre os leões famintos. Quando iria aprender a deixar de ser estúpida?

-Vamos ver agora do que você é capaz, princesinha! – Phill disse estralando os dedos da mão.

Ele avançou com tudo mais uma vez e eu recuei feito um gato assustado. E teria dado certo, eu poderia apenas continuar esquivando até encontrar uma brecha e fugir sem nenhum pingo de vergonha por evitar receber alguns socos. No entanto, era nesses momentos que o destino cutuca a ferida e provoca algo ainda maior. Na minha esquiva de ir para trás, acabei pisando em cheio em uma das bananas e, obviamente, escorreguei para trás. Se não bastasse a minha falta de sorte em apenas escorregar em meio a uma briga, quais as chances de estar passando alguém atrás de mim nesse exato momento? Mínimas, mas que fez dos segundos seguintes a mais pura realidade. Tudo o que eu senti foi meu corpo trombando em algo e o som de algo se espatifando no chão em vários pedaços.

-Mas isso não é possível!

Meu corpo gelou ao escutar aquela voz. Girei o mais rápido que podia com o coração batendo disparado contra minha garganta. O meu temor tornou-se verídico e fundamentado assim que vislumbrei um senhor com uma expressão nada contente e de cabelos tão escuros que pareciam ser roxos. Aquele era o Sr. D., o diretor do Acampamento e por acaso o deus dos vinhos. E pelo seu olhar irritado ele não estava em um de seus melhores dias.

-Vocês não podem ter um pouco mais de competência? Mas não, tem de ter a habilidade de estragar o meu dia! – O deus esbravejava parecendo soltar fumaça pelo nariz – Eu mesmo trouxe esse jarro para enfeitar a minha sala e veja só, está destruído! E que confusão é essa? Porque tantas bananas?! Oh eu não aguento com essas crianças!

-Sr. Diretor e-eu posso explicar – tentei falar, mas me embolava em minhas próprias palavras.

-Quieta, foi você! – ele apontou o dedo acusadoramente em minha direção – Vai pagar por isso, garota! Quero que vá para o depósito da cozinha e separe todas as sementes e grãos que existem lá até amanhã! Absolutamente todas! E vai desejar que complete a tarefa ou vai receber algo muito pior!

Engoli em seco enquanto escutava a risada mal contida e abafada de Phill, que morreu assim que o olhar arroxeado do deus repousou sobre ele. Ele saiu meio resmungando e meio choramingando pelo seu vazo. O semideus que o carregava olhou-me um pouco irritado antes de bufar e simplesmente dar as costas.

-Boa sorte, princesinha – Phill desejou carregado de ironia, passando por mim e batendo o ombro em meu corpo – Espero que não consiga, estou louco para ver a criatividade do diretor em castigar sendo posta em ação.

Phill e os garotos se afastaram rindo e trocando hi-fives enquanto eu encolhia os ombros. Passei a mão por meu rosto sem acreditar na confusão pela qual eu havia me metido. Decidida a resolver aquilo o mais rápido possível, segui em direção a cozinha do acampamento, falando com uma ninfa e a informando sobre a minha nova tarefa. Ela olhou-me primeiramente incrédula, depois com uma certa dosagem de piedade. Eu só a compreendi quando entrei no deposito e vi a realidade que teria de enfrentar.

Era uma batalha perdida. Eu iria morrer.

Havia montes e mais montes de grãos em um canto do enorme depósito da cozinha. Existia várias espécie de tamanhos, cores e formas diferentes e eu teria de separá-los até o amanhecer. Desabei no chão encarando os montes em um desanimo cruel. Sabia que seria impossível completar aquela missão no tempo em que fui ordenada. Coloquei a mão sobre a cabeça, pensando no que havia me metido e no que tinha conseguido com isso, apenas para suspirar em pura frustração. Sabia que o faria novamente, pois havia sido criada para ajudar sem esperar nada em troca ou apenas por simplesmente poder fazer algo de bom. Maldição!

Comecei o meu trabalho sentindo o coração martelando forte contra o peito todas as vezes que imaginava o que o Sr. D. faria comigo na manhã seguinte, quando visse que o trabalho não havia sido concluído. Saber que não iria conseguir apenas deixava-me ainda mais frustrada e amedrontada, porém também sabia que fugir dali poderia aliciar consequências ainda piores. Então permaneci decidida a fazer o máximo que podia, assim talvez o diretor do acampamento pudesse se compadecer – o que era improvável – ou então diminuir a pena do próximo castigo. Não sair para jantar ou descansei. Comecei separando cada grão formando novos montes, até formar uma quantidade considerável e assim coloca-los dentro de um novo saco.

Perdi a noção de tempo rapidamente, ali dentro era escuro e eu mal notava as mudanças do dia. Quando o sono veio, julguei ser algum horário perto da madrugada, já que a fome também passava a castigar a minha barriga e meus músculos já clamavam por clemência. Pouco tempo depois, meus olhos já se fechavam sozinho e minhas costas denunciavam que nos dias seguintes iria protestar evidentemente por passar tanto tempo reclinada sobre aqueles montes. Olhei ao redor, a iluminação vinha precária do alto e me mostrava que ainda faltava muito, apesar de já ter feito algo bastante considerável.

Soltei um grunhido derrotado e me joguei no chão, gemendo baixinho pela dor muscular que eu senti em apenas mudar a minha posição. Coloquei um braço sobre os meus olhos, mesmo temendo adormecer e não prosseguir com a tarefa, eu precisava de um minuto ou dois para não enlouquecer ou ficar claustrofóbica. Deixei que minha mente recaísse em lembranças que me reconfortavam, a vontade de sair dali quase me sufocando. Mas persistiria, seja por teimosia ou apenas para provar que eu fiquei até o fim, afinal não tinha feito nada de errado e não temia pagar com as consequências disso. Antes que me reanimasse a prosseguir com a tarefa, senti algo se movendo perto de meu braço. Era pequeno e incomodo, transformando-se em mais um e outro, até que retirei o braço que tampava a minha visão... E sentei rapidamente sem conseguir acreditar no que estava acontecendo.

Haviam formigas. Sim, aqueles insetos pequenos e minúsculos, vários deles como se fossem uma convenção ou uma festa popular. Mas o mais incrível além do fato de haver vários seres tão minúsculos em um único lugar? Era que eles carregavam os grãos. Primeiro entrei em desespero pensando que eram uma praga que iria levar meus grãos para os seus formigueiros, mas em uma segunda olhada, percebi que na verdade eles estavam me ajudando!

-Acho que o Homem Formiga acabou de virar meu herói favorito! – murmurei ainda incrédula.

O destino pela primeira vez estaria olhando por mim? Oh eu não iria reclamar ou tinha capacidade de ponderar sobre o que estava acontecendo. Apenas aceitei a benção e com todo o cuidado do mundo para não esmagar nenhum daqueles seres minúsculos, também ajudei no processo de separar e armazenar os diferentes tipos de grãos.

Em algum momento o cansaço me venceu. Adormeci de mal jeito tentando colocar os grãos dentro de uma das sacolas. Mas quando despertei, sentindo todo o meu corpo dolorido e uma fome que esmagava o meu estômago, nada parecia superar o contentamento de ver todos os grãos separados como me foi ordenado. Não havia nenhum resquício de formiga, mas era inquestionável que aquilo havia mesmo acontecido, afinal eu nunca teria conseguido terminar tudo a tempo.

Mentalistas ♥





The lightning in the darkness
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Re: [PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

Mensagem por Convidado em Qui Abr 09, 2015 10:39 pm

1. Resultado


O que posso dizer, o texto foi rápido, dinâmico, envolvente e escrito de forma correta, na maioria das vezes, encontrei poucos erros ao decorrer do teste. Aconselho, apenas, que faça uma breve releitura antes de publicar, pois os erros que encontrei foram coisas bobas, nada demais, que podem ser facilmente corrigidas e evitadas. Parabéns.

Aprovada no teste.

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Re: [PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

Mensagem por Claire W. Eisenhardt em Dom Abr 26, 2015 12:52 am





a rose
by any other name would smell as sweet
1. Perfil
Nome: Claire Wiethorn Eisenhardt;

Nível: 14;

Fama: - (+5 glória/ 0 terror);

Título: Novato;

Idade (on) : 16 anos.

2. Características psicológicas

Claire foi criada pela tia estéril que, apesar de bonita e bem-sucedida, nunca desejou ter um marido ou adotar filhos. Ela a criou desde os primeiros dias de vida e foi a responsável por consolá-la ao dar a notícia de que seus pais estavam mortos, tecnicamente. Apesar de Claire não ser sua filha de sangue, deu-lhe tudo de bom e do melhor, assim como a melhor educação, fazendo-a crescer sob regras rígidas.

A semideusa sempre fora calma, pensando várias vezes antes de tomar uma decisão. Nunca costumou agir por impulso nem estressar-se facilmente, demonstrando um caráter determinado e leal. Luta até o fim pelo ideal que defende e sabe diferenciar perfeitamente o certo do errado, ajudando sempre que puder na causa que vê como correta. Apesar de ser capaz de utilizar outros para conseguir benefícios próprios, o que acontece raramente, só o faz quando é estritamente necessário. Não costuma mentir para os demais, principalmente para seus amigos e, em todo e qualquer momento, preza a sinceridade.

3. O teste

Suas madeixas loiras estavam absurdamente desorganizadas. O rabo de cavalo estava quase soltando-se e, seu corpo, completamente suado. Respirava ofegante depois de mais de uma hora de treino. Sua resistência física ainda não era das melhores, Claire tinha de admitir, mas estava se esforçando para que isso mudasse. E ela estava tendo resultados satisfatórios, na verdade.

Os meses no acampamento passavam rapidamente. Infelizmente, a frase ’’o tempo cura tudo’’ não se aplicava à situação deplorável que a natureza dali se encontrava. Aquele era apenas mais um dia. Para Claire, mais um dia de treinamento. Aliás, seu treino já havia chegado ao fim. Caminhava para a saída norte da arena acompanhando os movimentos dos seus pés, distraída. Like a cannonball, like a cannonball, cantarolava mentalmente.

Garota, você é uma inútil mesmo! — Ouviu uma voz esganiçada falar. Levantou a cabeça e viu uma figura bastante magra, alta e loira segurando um arco com uma aljava de flechas nas costas. Sua ’’pose’’ fez Claire apostar todos seus dracmas com certeza de que ela era uma filha de Afrodite. Olhou mais a frente e viu uma garotinha de no máximo treze anos encolher-se. Ela segurava um arco menor e, pelas várias flechas no chão, parecia não conseguir atirar. Claire franziu as sobrancelhas e aproximou-se das duas.

Eu não sei o que estou interrompendo, mas acho que não deveria gritar com ela assim. —  A filha de Afrodite pareceu indignada, como se fosse muito boa para ser repreendida.

E quem você acha que é pra falar o que eu devo ou não fazer? — Virou-se para a prole dos céus e pareceu reconhecê-la. —Ah, então você é mais uma das filhas de Zeus? — E revirou os olhos. — Acha que porque é filha do ‘’deus dos céus’’ vai ter alguma vantagem?

Não, pelo contrário. Apenas acho que desse jeito a garota não vai aprender nada. — E, caminhando até a ruiva, pegou em sua mão e a posicionou de certo modo no arco.— Acho que assim você vai conseguir atirar melhor.

A filha de Afrodite caminhou até Claire e, já parecendo irritada, empurrou-a, querendo afastá-la da garota. Não bastasse uma loira barraqueira, a prole de Zeus definitivamente não acordara com muita sorte aquele dia. Deu dois passos para trás tentando afastar-se da semideusa e sentiu que havia pisado em alguma coisa – segundos depois viu que não só havia pisado, mas tropeçado. Cambaleou para trás e pensou que iria cair de costas no chão. Surpreendeu-se quando colidiu com outro corpo, e não era o da garotinha ruiva.

Onde está Quíron...O que é isso? — interrompeu-se a voz que Claire reconheceu imediatamente. Ela pisou numa flecha espalhada pelo chão e a quebrou, virando-se para o homem de cabelos escuros. Sua garganta secou assim que viu a figura de Dionísio, diretor do Acampamento Meio-Sangue, com sua blusa encharcada de vinho; parecia que havia esbarrado no deus justo na hora em que este saboreava uma taça da bebida. Merda. A garotinha ruiva correu rapidamente para o lado da filha de Afrodite.

Será que vocês semideuses não tem capacidade para treinar direito? Vocês não enxergam? E por que estas flechas estão espalhadas assim? — Esbravejava. Dionísio não deveria estar em um de seus melhores dias – pelo visto, procurava Quíron. Talvez algo tivesse dado errado, com o acampamento nestas condições...

Senhor Di-dionísio, me desculpe.— Gaguejou, tentando formular alguma frase que explicasse a situação. Falhou.

Calada! Foi você que espalhou as flechas, e ainda mais me fez derrubar meu vinho! —  Dionísio interrompeu sua fala, parecendo ter tido uma ideia maravilhosa.— Você terá de me buscar um frasco com a água do rio Estige como castigo, e é melhor cumprir a tarefa! Crianças teimosas...

Retirou-se da arena resmungando e perguntando-se onde estaria Quíron. Claire olhou para a semideusa de Afrodite com um semblante irritado e, ao mesmo tempo, injustiçado. A loira esboçou um falso sorriso e, bufando, a prole dos céus deixou a arena para buscar um frasco. Não sabia como iria conseguir água do rio Estige, mas teria de tentar caso não quisesse receber uma punição maior.


Claire agora carregava um pequeno frasco em suas mãos. Caminhou por quase todo o acampamento tentando pensar em como conseguiria coletar, então, a água do rio Estige. Cogitou várias possibilidades mas viu que todas iriam falhar, assim como ela falharia neste desafio dado-lhe por Dionísio.

Sua caminhada terminou no lago, onde sentou-se, bufando de frustração. Ainda segurava o frasco, onde batia com as pontas dos dedos, ainda tentando ter alguma ideia. Nada. Claire ouviu um som bastante parecido com o de uma águia, algo como um grasnar. Pensou ser a águia que ganhara em sua reclamação, mas quando olhou para os céus viu que o animal era bem maior que o seu. Curiosamente, a majestosa ave pousou ao seu lado. A semideusa observou o animal; seria aquele um animal que pertencia a algum dos seus irmãos? A ave aproximou-se mais da garota, mas Claire não moveu-se. Não acreditava que o animal símbolo de seu pai a faria algum mal. Por fim, a águia bicou o frasco em suas mãos repetidas vezes como se transmitisse uma mensagem, esta qual a semideusa entendeu perfeitamente. Encaixou o frasco em seu bico e a viu alçar voo.


Esperou a águia retornar pacientemente. Deixou o lago apenas no horário do almoço, mas voltou às pressas trazendo algumas uvas — caso a ave trouxesse o frasco cheio com a água do Estige, teria de tentar alguma forma de agradecê-la.

Ouvira o grasnar novamente. A águia pousara ao seu lado trazendo o frasco com o líquido negro. Claire deixou as uvas na grama, agradeceu a ave — ela tendo entendido ou não — e deixou o lago. A garota não sabia o que acontecera naquele dia e se aquela águia fora enviada por seu pai. Mas sabia muito bem que, no mundo em que vivia, algumas coisas não tinham resposta.



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Re: [PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

Mensagem por Gaia em Sex Maio 01, 2015 5:47 pm

1. Resultado


Bom, eu li e reli o teste duas vezes e ainda assim, não consegui encontrar a sua criatividade ao realizar a tarefa. Ela foi fácil demais, sem desafios quaisquer, sem qualquer ponto em que eu pensasse "meu deus, ela não vai conseguir". Você pode continuar o mesmo enredo para uma segunda chance de teste, sim, mas procure uma forma mais criativa para finalizar sua tarefa. E sim, eu sei que você não pode mudar o desfecho da missão, o modo como realiza, mas pode errar e fazer errado antes de acertar. Por exemplo, pode ir até o DOA Recording Studios e não conseguir descer ao submundo, e quando sai frustrada, a águia aparece.

Reprovada no teste.

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Re: [PSIQUÊ] Mentalistas de Psiquê

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