[MPP] AN AQUATIC MONSTER

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[MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Dionísio em Sab Abr 04, 2015 2:08 pm

1. Narração


Que o acampamento estava morrendo todo mundo já sabia. Desde o início, o Acampamento Meio-Sangue tivera intuitos de proteger jovens semideuses do mundo mortal, os treinando para serem grandes guerreiros. Porém, nos tempos atuais, os jovens guerreiros treinam para proteger o acampamento, e não para serem protegidos.

Naquela noite tudo estava fora do padrão. No jantar, todos sentiam a falta de Quíron e sua trupe de centauros. Geralmente era Quíron que começava a cerimônia de reclamação, evento que ocorria de tempos em tempos para os deuses identificarem seus filhos - coisa que demorava, deuses transam pra caramba. Sem Quíron presente, o deus dos vinhos que acabara sendo responsável pela cerimônia, a transformando em um desastre. De todos ali presentes, apenas dois eram reclamados. Nathan White Sibley como filho de Hécate e Taron L. Millstone como filho de Hades.

Tá, ok, tudo bem. O jantar começava e a calmaria - que já era pouca - começava a desaparecer. Quíron surgia do meio do nada, vermelho, ofegante e afobado.

- PRECISAMOS DE AJUDA! HÁ UMA CRIATURA NO LAGO!

Todos os semideuses se levantavam, prontos para ajudar, mas algo os impedia. Dionísio fitava todo mundo com expressão séria, fazendo um sinal negativo com a cabeça e apontando para os recém reclamados.

- Vocês dois vão, diabinhos. O resto pode comer até encher o bucho. - Dionísio sorria de canto de rosto, com um olhar desafiador - Se eu fosse vocês me apressaria, Quíron não gosta de gente demorada.

2. Situação


Taron L. Millstone
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Nathan White Sibley.
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3. Off-Game

-> 48 horas para postar.
-> Coloquem seus equipamentos, armas, pets e afins em um SPOILER no final do post.
-> VOCÊS narram as SUAS ações e os SEUS sentimentos. NUNCA acrescente algo que não foi dito no post do narrador, como algum NPC ou coisa do gênero. Façam o que VOCÊS forem fazer que eu narro o resto.
-> Qualquer dúvida MP, Chat ou Skype (angpeete).
-> Narrem como ocorreu a reclamação (de preferência dizendo que o símbolo de suas mães surgiram em seus corpos), a confusão de Dionísio, Quíron aparecendo e vocês o seguindo.

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Re: [MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Nathan White Sibley em Sab Abr 04, 2015 7:41 pm






Cada vez mais os treinos no Acampamento Meio-Sangue tornavam-se difíceis com cada dia que se passava, em parte, pelo fato da arena, do muro de escalada e a torre de obstáculos estar tão insólita quanto uma vila abandonada. Os poucos amigos que eu possuía simplesmente estavam em missão ou aventurando-se para fora dos limites do Acampamento. Uma lástima. Lentamente eu era abatido pelo sentimento de fraqueza. Treinávamos com o constante sentimento de que deveríamos dormir com um olho aberto e outro fechado, sempre atentos, pois a qualquer momento poderia ocorrer algum tipo de contenda sangrenta ou invasões. Viver no medo já era a qual eu havia me acostumado, antes mesmo de ter sido julgado como semideus e levado para o Acampamento, sem definição ou sem o conhecimento de quem poderia ser meu verdadeiro progenitor divino. Eu havia terminado uma dificultosa e falha tentativa de chegar no topo da torre de obstáculos, sendo acertado em cheio por um dos troncos cobertos pelo macio - mas em contato com a pele numa grande velocidade, totalmente desconfortável e dolorido - pano branco. Eu caminhava vagarosamente, enxugando o suor do rosto, quando nitidamente o sol escondeu-se por detrás de uma nuvem negra carregada de chuvas. Trovões estrondosos rugiam, cortando o silêncio harmonioso do final de tarde melancólico.

- Mas o que... - proferi franzindo o cenho numa expressão meio carrancuda e meio confusa, uma dúvida surgia. Seria um ataque? A vinda de algum divino diretamente do Olimpo? Ou o quê? Senti um frio repentino com uma brisa forte que esvoaçava meus cabelos loiros, deixando-os assanhados e rebeldes. Suspirei, o pano em mãos caiu ao chão, sendo levado velozmente pelos ventos e logo senti calafrios, meu corpo sofreu um leve espasmo e fitei meu pulso direito, onde surgiam uma pequena e distinta névoa negra e mínima, como que um círculo giratório. Estreitei os olhos, observando um pentagrama de um intenso vinho escuro dentro de um círculo negro, como que chamas negras e, por uma fração de segundo, jurei ter visto as chamas enegrecidas moverem-se. Senti-me fraco. Qual deusa poderia ser representada por um pentagrama? Notei duas luas de cada lado do pentagrama e uma ao centro do símbolo; uma terceira lua, redonda, provavelmente representando a lua cheia. Três luas dentro de um pentagrama, escuridão... Hécate!

Um sorriso brotou de meus lábios e saí com passos para minha nova moradia. Lá, tudo parecia perfeito demais, não exatamente como imaginei, mas melhor. Durante o período da noite, Quíron não estava em parte alguma, o que fez com que sua presença fosse notada por uns e comentada por outros, alguns sentindo sua falta. Em meio ao monte de pessoas, eu tinha quase certeza de que eu seria um dos únicos reclamados. Não sabia se muitos sentiam isso, ou se os deuses já sabiam de minha reclamação, porém me mantive quieto, imparcial, enquanto esperava calmamente, como sempre, afastado um pouco dos outros. O ritual de reclamação foi uma sucessão de palavras sem muito sentido por parte de Dionísio; um deus brincalhão que equivalia à versão divina de grandes comediantes, observando a insígnia de Hécate - as três luas circundando o pentagrama no círculo negro.

Uma surpresa foi a nuvem negra que transformou-se numa coisa, que aos poucos adquiriu uma forma similar a de um dragão, o tronco era curvado e seus olhos, amarelos com pupilas verticais enormes, com asas reptilianas e chifres negros similares ao de um carneiro. A criatura esgueirou-se até vir aos meus pés, enroscando-se neles, sua temperatura era gélida, mas agradável. Uma sombra negra que findava-se em cinzas como o crepitar de uma fogueira, sugira em meu pescoço, formando um belíssimo colar. Pelo visto era feito de ferro estígio pela consistência, enquanto um punhal surgia no cinto de minha bermuda.

- PRECISAMOS DE AJUDA! HÁ UMA CRIATURA NO LAGO! - A voz rouca e exasperada soou como um trovão, era visível o desespero no seu tom de voz. Seu trotar de cascos soou pesadamente contra a madeira do lugar no qual estávamos, enquanto ele apontava para o lago. Alguns corajosos levantaram-se, pedindo por espadas e armas maneáveis para poderem utilizá-las contra o feroz algoz. Me pus de pé, fitando o centauro tão desesperado. Dionísio ergueu o dedo, balançando-o num gesto de negação, apontando para mim e um outro jovem que recentemente fora reclamado, assim como eu. Troquei olhares com ele, estreitando os olhos sutilmente, analisando-o. Desisti da errônea ideia de tentar adivinhar de quem ele seria filho, ainda mais quando o dedo de um divino estava apontado diretamente para mim. Fitei o deus do vinho.

- Vocês dois vão, diabinhos. O resto pode comer até encher o bucho. - Quase que levei alguns poucos segundos para me recuperar do impacto. Como assim apenas eu e o outro garoto iríamos batalhar contra um monstro que era suficientemente capaz de assustar até mesmo Quíron? - Se eu fosse vocês me apressaria, Quíron não gosta de gente demorada.

Com passos firmes, troquei um último olhar com o outro garoto, caminhando e dando um olhar para a gárgula que, pacientemente, assumia uma aparência pedregosa, assimilando-se à uma simples estátua de pedra ali, embaixo da mesa. Segurei com a mão direita o cabo firme e duro do punhal; não era grande coisa, mas talvez fosse suficiente. É, teria de ser!

Poderes:

Passivos

Nenhum


Ativos


Nenhum
Armas:
• Punhal de Sacrifício [Ferro Estíge // Um punhal de sacrifício forjado em ferro estíge. Tem a habilidade de, uma vez por missão, ficar invisível ao mando do semideus, voltando a aparecer em um turno, ou, ao atingir a pele do inimigo. Não apenas isso, quando cravado contra o alvo, o paralisa por um turno inteiro // Presente de reclamação de Hécate].

• Colar da Magia [Ferro Estíge // Um colar mágico feito em ferro estíge. Quando está no pescoço da prole de Hécate diminui o gasto de PM de seus poderes pela metade, além de ter uma habilidade de curar 20 de PR por turno. Poderes que utilizem 100% de PM não são reduzidos. // Presente de reclamação de Hécate].



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Re: [MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Taron L. Millstone em Seg Abr 06, 2015 4:44 pm

words: 656
tagged: mpp
location: Camp Half-Blood
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Eu bebi saudade a semana inteira

O soco veio tão rápido que eu não tive tempo de reagir.
A força do murro me desestabilizou, me desequilibrando e me fazendo cair no chão. Apoiei-me nos cotovelos sentindo o gosto de sangue invadir minha boca. Cuspindo o sangue no chão da arena, me virei para olhar para Matthew enquanto tirava o cabelo encharcado de suor da frente dos meus olhos.
- De novo. – Disse, enquanto o filho de Éolo limpava um pouco do meu sangue nas suas mãos na roupa. Ele me olhou e suspirou, vindo me ajudar a levantar.
- Não, vamos parar por hoje. – Respondeu, franzindo o cenho e me puxando para cima. – Você já treinou mais do que o suficiente para a sua primeira vez como...
Matt parou de falar e ficou me olhando de um jeito estranho. Um garoto há alguns passos de nós também parou seu treino com a espada para observar algo em mim.
- Mas o quê...? – Comecei, mas não terminei a frase. Uma aura negra cobriu o meu corpo, descendo devagar da minha cabeça como água, enquanto todo o meu cansaço se esvaía. Senti o gosto de sangue sumir e a ferida no canto da minha boca cicatrizar. Minhas roupas voltaram a ficar intactas e a sujeira sumindo enquanto um símbolo sobre a minha cabeça brilhava me chamando atenção.  
Eu não precisava ver para saber do que se tratava. De algum modo a resposta veio automática na minha cabeça.
O senhor do inferno me reclamara como seu filho.

***

Pode me julgar mas eu não reparei na ausência de Quíron na hora do jantar, àquela noite. Sei que ele sempre começava as cerimônias e tudo o mais, mas eu ainda estava tonto depois da reclamação. Sempre vira os filhos do deus do Submundo como antissociais e um pouco sombrios, nunca nem passara pela minha cabeça que ele era meu pai, eu simplesmente não encaixava no perfil. Talvez por isso me sentisse tão deslocado naquele jantar.
Eu conhecia alguns dos que estavam na mesa, mas mesmo assim eu não estava tão confortável. Desde que chegara no acampamento senti o peso que era ser filho de um dos chamados três grandes, e ele só pareceu maior com minha reclamação.
Comi mais um pedaço da fatia de pizza enquanto observava os campistas conversando ao redor, cada um separado por paternidade divina em suas respectivas mesas.
Senti um braço se apoiar no meu ombro e olhei pra ver quem era. Babette (ou Babe como eu chamava) olhava para mim.
- Relaxa irmãozinho novo, você se acostuma. – Sorrindo, finalizou: - Além do mais, não somos tão emo, góticos e satanistas como a maioria pensa.
Babe riu, voltando usa atenção para a comida e puxando assunto com outro garoto que, caso eu não estivesse enganado, se chamava Bowie.
Um trote rápido ecoou pelo refeitório, aumentando de volume a cada segundo, indicando a aproximação de alguém. As conversas se intensificaram, dessa vez com novo rumo, e pouco depois Quíron aparece ofegante, gritando:
- PRECISAMOS DE AJUDA! – Disse. - HÁ UMA CRIATURA NO LAGO!
A movimentação nervosa começou assim que ele terminou de proferir as palavras. Observei sentado para os campistas se oferecendo para a tarefa, mas logo o estardalhaço foi cortado pela voz de Dionísio ecoando:
- Vocês dois vão, diabinhos. O resto pode comer até encher o bucho. – Olhei para ver de quem ele falava e percebi um dedo apontado para mim e outro para um dos filhos de Hécate.
A surpresa tomou conta de mim, mesclada de um sentimento que eu reconheci como nervosismo. Mal chegara no acampamento e já estava prestes a partir em uma missão no acampamento, atrás de um monstro no lago que fizera o próprio Quíron correr.
- Se eu fosse vocês me apressaria, - recomeçou Dionísio. - Quíron não gosta de gente demorada.
Engoli em seco e me levantei, sem saber de onde tirava forças e coragem, seguindo com o outro garoto atrás de Quíron.
Armas:

• Espada Infernal [Ferro Estíge // Uma espada forjada em ferro estíge que, ao ser guardada na bainha, se for a vontade de seu dono, encolhe seu tamanho o suficiente para que possa ser guardada no bolso. Sempre que tira a vida de algum ser, absorve e aprisiona sua alma dentro da lâmina, guardando-a para usos posteriores do filho de Hades. Almas guardadas: 00 // Presente de reclamação de Hades].

• Elmo das Sombras [Ferro Estíge // A réplica do elmo das sombras de Hades, que dá ao semideus que o veste o poder da invisibilidade por um turno, habilidade que pode ser ativada duas vezes por missão. Quando não está em uso, transforma-se em uma touca preta de lã // Presente de reclamação de Hades].





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Re: [MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Dionísio em Qua Abr 08, 2015 5:13 pm

1. Narração


As belas árvores de outrora agora estavam mortas. As plantas que espalhavam bons odores agora apenas liberavam cheiros horríveis. O lago transparente utilizado pelos campistas para andar de canoa agora refletia apenas musgo e lixo. O sol que antes brilhava alegria agora mal conseguia se manter aceso. Aquela noite era mais uma das noites chatas do acampamento. As estrelas mal brilhavam, o ar era ruim. O acampamento não era o mesmo. Suas barreiras estavam enfraquecendo. Criaturas entrando, amigos morrendo.

Nathan White e Taron Millstone mal sabiam no que estavam se metendo. Se tivessem chegado meses atrás teriam pego os dias bons do acampamento, onde tudo estava em perfeita harmonia. Chegar agora era apenas um sinal que teriam grandes e difíceis aventuras pela frente - tanto que ambos foram mandados para uma missão em menos de cinco minutos de suas OFICIAIS chegadas.

Seguindo eufóricos por Quíron, atravessavam campos destruídos com muita tristeza até chegar no lago. A paisagem não agradava, parecia muito com aqueles lugares pobres da África, sabe? Sério, não era um lugar bonito. O caminho do pavilhão de refeitório até o lago fora tranquilo, apesar de rápido. Quanto mais perto chegavam, mais sangue era visto no chão. Passavam por dois corpos de campistas mortos, ambos com tatuagens de guerra no braço. Filhos de Ares.

Alguns metros dali, na margem do lago, era possível ver uma criatura enorme. Possuía pinças e tinha o triplo de tamanho dos semideuses ali presentes. Quíron parava por ali, retirando uma lança com a mesma tatuagem de guerra que a dupla vira antes.

- Esse desgraçado surgiu do nada no lago. Criaturas assim não costumam aparecer. - ele dizia, apertando o punho - Eu vou honrar aqueles que morreram. Lutem ao meu lado, amigos! - finalizava, correndo em suas quatro patas rumo ao caranguejo gigante.

2. Situação


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-> 48 horas para postar.
-> Coloquem seus equipamentos, armas, pets e afins em um SPOILER no final do post.
-> VOCÊS narram as SUAS ações e os SEUS sentimentos. NUNCA acrescente algo que não foi dito no post do narrador, como algum NPC ou coisa do gênero. Façam o que VOCÊS forem fazer que eu narro o resto.
-> Qualquer dúvida MP, Chat ou Skype (angpeete).
-> Perdão pela demora.

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Re: [MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Nathan White Sibley em Qui Abr 09, 2015 5:31 pm






Geralmente a vida tende a ferrar com nossas vidas, pensava eu enquanto caminhava com passos rápidos e um leve tremor no corpo, que logo fora espantado com o estranho cheiro metálico no ar, mas um pouco mais estranho. Não demorou para eu notar com a boca boquiaberta que o cheiro era sangue. Meu sangue gelou e meu passo diminuiu levemente enquanto fitava dois musculosos e jovens - não deveriam ter mais que dezoito anos - com as bocas escancaradas, os olhos esbugalhadas e os cabelos emaranhados de sangue, que também escorria com filetes de sangue escorrendo pelo peitoral aberto e exposto, onde era possível ver um pouco de suas costelas e outro mal tinha o coração. Tentei respirar profundamente, mas o cheiro impregnou minhas narinas, deixando-me levemente tonto e enjoado por uns segundos, mas o trotar incessante das patas de Quíron me trouxe de volta para a realidade e logo me embrenhei pelo caminho "calmo" e sem nenhum som a não ser de nossas respirações e do casco do humanoide contra o solo, nos acompanhando fielmente, porém, era visível o pânico e terror estampados em suas compleições.

As folhas enegrecidas caíam ao chão mais parecendo fuligem do que com folhas, totalmente mortas, pude identificar os emblemas dos filhos de Ares nos braços dos dois jovens e arregalei um pouco meus olhos na ânsia de esconder meus sentimentos de profunda tristeza pela prematura e dolorosa morte de ambos, acelerando meu passo decididamente ao invés disto. Ao nos aproximarmos do lago, este possuía sua antiga coloração cor de anil para uma agora preta, como se fosse piche. Estreitei os olhos, temeroso em sequer tocar com meu tênis naquela estranha água suja, e engoli em seco, ao notar uma enorme criatura com afiadas pinças e som quase monstruoso, de tão apavorante. Ela era enorme e gigantesca, a tão temida criatura que até mesmo o chefe Quíron se estremecia ao citá-la, era o dobro o meu tamanho e do filho de Hades que havia vindo junto à mim.

Como eu começaria atacando uma criatura tão enorme e que ainda por cima tinha pinças melhores e maiores que lanças? Ela era enorme, não possuía muitas fraquezas além do tamanho talvez impedi-la de esquivar-se dos ataques dirigidos à ela, e para piorar havia a carcaça que todas as criaturas iguais a esta tinham. Suspirei profundamente, eu tinha apenas um punhal. O que poderia matar uma criatura como aquela?

- Esse desgraçado surgiu do nada no lago. Criaturas assim não costumam aparecer. - Comentou Quíron com sua sombria voz meio que mais rouca devido ao tremendo de esforço em falar quando deveria estar movendo seu corpo enorme para matar aquela coisa. - Eu vou honrar aqueles que morreram. Lutem ao meu lado, amigos! - Gritou ele, inflando o peito e erguendo uma lança com a insígnia que marcavam os filhos de Ares, o que me fez de lábios fechados abrir um sorriso amargo e meio sarcástico. Idiota, iríamos morrer ali!

- Ei, você, filho de Hades, você tem algo que possa fazer fogo? Caranguejos possuem medo de fogo, ainda mais água quente! - Comentei procurando alguma tocha rapidamente ao nosso redor, mas havia apenas sangue, os dois corpos e folhas mortas. Lembrei de meu dom com as esferas de magia de um vinho escuro e mortal, além de ser bastante quente. Estreitei os olhos, olhando para a pálida mão macia, meus dedos fecharam e abriram, me concentrei e logo uma fina fumaça de um escuro vinho surgia rodopiando assumindo um movimento circular até formar uma esfera de um vinho escuro com seu fundo transparente, dotado de uma luz negra. Para minha surpresa, outras duas formaram-se acima da primeira, assumindo o mesmo tamanho. Sentia a energia fluir, era uma vibração que agitava meu corpo por dentro, dava uma sensação incrível!

A criatura ainda agitava-se, logo lancei as esferas mirando o rosto da criatura, e com um suspiro fitei as três esferas indo em direção da criatura. O que aconteceria agora? Era isto que eu me perguntava impacientemente, com um aperto no peito. As três esferas de aparência negra percorreram por um longo caminho até finalmente encontrarem-se com a temível criatura, que rugiu alto e raivosamente, suas pinças agitaram-se indo de encontro com a água escura. Alguns arranhões eram visíveis na criatura e aquilo que deveria ser a boca da criatura escorria uma quantidade assustadora de fluídos que deveriam ser baba e sangue. O seu som era incrivelmente alto e insuportável, e logo Quíron mirou em seu rosto, atirando uma flecha. Não poderia me dar ao luxo de mergulhar naquelas águas escuras e me aproximar da criatura para poder desferir algum golpe, e eu não tinha a mínima vontade em pedir o arco de Quíron emprestado.

Corri rapidamente alcançando um dos garotos mortos, procurando por sua espada. Vi-a logo acima, partida ao meio, mas ainda sim estava longa e sua ponta em estilhaços, afiados como um prego. Peguei no cabo ensanguentado, fitando a criatura que vinha em nossa direção, seu corpanzil já aparecendo à vista à medida que a criatura saía da água. Seus passos eram desorientados e ela era muito lenta, o que me garantia poder atacá-la bastante. Talvez o suficiente para eu poder matá-la, pensei, enquanto segurava firmemente o cabo da espada, arremessando-a contra o que seria seu rosto. Filetes de sangue espirraram, o que me fez sorrir levemente de canto de rosto. Suspirei, pesadamente, enquanto Quíron atirava mais flechas que atingiam seu rosto e caíam ao solo após saírem da carne gelatinosa da criatura. Suas pinças iam para a frente, em ataques rápidos, acertando o chão, enquanto mantínhamos uma distância segura da vil criatura.

- Precisamos de fogo! - Berrei para Quíron. Mesmo tendo uma carapuça resistente, a criatura poderia sucumbir ao fogo. Quíron assentiu, procurando ao seu redor algo que pudesse servir. Avistei um galho ressequido, pegando-o e jogando-o contra o humanoide, que agarrou o galho, trotando com suas patas numa resistente rocha ao solo até sair faíscas, pondo o galho próximo e logo uma bruxuleante luz queimava no galho. Os passos aproximavam-se de nós, talvez algo entre dez e oito metros, as pinças, erguidas ao ar, como brasões de um rei vindo para tomar as terras de um outro. Corri até Quíron que estava próximo, com mais dois galhos em mãos, pondo-os unidamente próximos da chama e logo tínhamos três tochas flamejantes, as quais dispus próximas uma da outra formando uma linha reta no solo, que impediria a passagem da criatura.

O que faríamos? Quando a criatura novamente soltou seu som alto e gutural de dor ao pisar nas tochas, concentrei-me, as esferas surgiram como pequenas bolas de gude, logo aumentando gradativamente até formarem três pequenos globos e finalmente alcançarem seu atual tamanho. Suspirei, atirando-as contra a criatura que após atingida caiu para trás, o fogo passando a consumi-la como um caranguejo normal ao ser posto numa panela. Suas pinças viradas para o alto abriam-se e fechavam-se, buscando por presas. Quíron lançou diversas flechas, e atirei a meia-espada em minha mão, atingindo o caranguejo enorme no rosto. Quíron pegou uma das espadas jogada ao solo, provavelmente pertence ao outro semideus campista que havia morrido, aproximando-se perigosamente do enorme caranguejo e enfiando a espada na criatura, que não emitiu mais som algum. Suspirei, fitando Quíron que apenas virou-se e assentiu rígida, porém de forma complacente. Assenti de volta, quase revirando os olhos, dando as costas e passando a caminhar para fora dali.

- Você foi bom ali, e teve uma ótima ideia. - Ele comentara, alcançando meu passo. Revirei os olhos, pondo o punhal de volta amarrando-o na fita de couro por debaixo de minha calça.

- É? Que bom, muitos não são tão inteligentes assim. Preciso ir, tchau. - Comentei azedamente, saindo dali. Estava cansado, depois comemoraria isso.

Poderes:

Ativos:
[Nível 02] Teleguiado – Com essa magia o filho de Hécate invoca três esferas feitas com pura energia mágica. Estas vão diretamente para o alvo selecionado, podendo ser facilmente barradas por proteções, caso contrário elas irão seguir o alvo até conseguir acertá-lo. Ao atingir o inimigo, elas explodem, causando danos moderados.
Gasto: 20 PM
Evolução: Passam a ser cinco esferas mágicas.

[Nível 04] Cura – Magia que permite ao filho de Hécate curar a si mesmo ou a algum outro ser vivo em 20 PV. Para curar a si mesmo, basta utilizar a magia, mas para outros seres é necessário o toque.
Gasto: 20 PM
Evolução: Passa a curar 40 PV.

Passivos:
[Nível 01] Perícia com punhais – Magos geralmente não possuem muita aptidão para combates que exigem força física, preferindo a destreza na batalha. Por isso, armas laminadas pequenas(punhais, facas e adagas) são suas armas ideias. Filhos de Hécate possuem grandes habilidades com tais armas, mesmo sem ter usado alguma antes.

Armas:
• Punhal de Sacrifício [Ferro Estíge // Um punhal de sacrifício forjado em ferro estíge. Tem a habilidade de, uma vez por missão, ficar invisível ao mando do semideus, voltando a aparecer em um turno, ou, ao atingir a pele do inimigo. Não apenas isso, quando cravado contra o alvo, o paralisa por um turno inteiro // Presente de reclamação de Hécate].

• Colar da Magia [Ferro Estíge // Um colar mágico feito em ferro estíge. Quando está no pescoço da prole de Hécate diminui o gasto de PM de seus poderes pela metade, além de ter uma habilidade de curar 20 de PR por turno. Poderes que utilizem 100% de PM não são reduzidos. // Presente de reclamação de Hécate].

Observações:
Desculpa estar assim tão horrível, ando sem tempo e com muitos problemas, só deu pra sair isso. X_X



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Nathan Sibley

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Re: [MPP] AN AQUATIC MONSTER

Mensagem por Dionísio em Qua Abr 15, 2015 10:35 pm

1. Avaliação


Taron L. Millstone
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PR: 240/240

Dracmas: 0.
XP: 0.
Fama: -2.
Título: Indefinido.

Comentários: Abandonou a missão.

----------------------------------------------------------------------


Nathan White Sibley.
PV: 160/160
PM: 120/160
PR: 130/160

Dracmas: 250.
XP: 400.
Fama: +2.
Título: Novato.

Comentários: Nathan, você se saiu muito bem perante a situação em que coloquei. Lutar contra um Chuul [criatura fraca, apesar de enorme] sozinho, sem auxílio de seu parceiro Taron certamente foi algo complicado. Apesar de tudo, deu uma improvisada aqui e ali e conseguiu se superar. Sua escrita foi impecável desde o início, tendo poucos erros e sendo fácil de entender. Coerência sempre, então não tenho o que reclamar. Meus parabéns!


3. Off-Game


-> Boa sorte na vida de campista, Nathan.
-> Boa sorte na vida de campista, Taron.

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