{ONE POST} BAD PARTY?

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{ONE POST} BAD PARTY?

Mensagem por Afrodite em Qua Abr 08, 2015 3:21 pm

1. Narração


Desde a antiguidade, Dionísio é conhecido por ser um deus festeiro. E sua progênie, é claro, não seria diferente.

Mesmo com todos os problemas que o acampamento vinha passando e com os constantes treinos, a vida dos campistas do chalé 12 estava entediante. A animação não era um dos maiores fatores do acampamento, e visando dar um up naquele clima, eles decidiram fazer uma festa. Como filhos do deus do vinho, essa festa não seria uma qualquer. Seria uma das melhores e maiores, com convites lançados à todos os chalés. E o melhor (ou será pior?) de tudo era que teria que ocorrer às escondidas.

2. Off-Game


--> Missão One-Post para Lucas Steban Heith, filho de Dionísio, nível 13.
--> Seu prazo é de 72 horas.
--> Armas, itens, poderes e afins em spoiler no fim do post. Separe os ativos dos passivos para facilitar minha interpretação.
--> A missão é bem simples, amigo. Você deverá organizar uma festa juntamente com seus irmãos no chalé 12 e convidar todo o acampamento. Cabe a você descrever a decoração, em qual parte do chalé ela será realizada, música, tudo. A festa será inteiramente por sua conta. Enquanto a organiza, deverá encontrar pelo menos UMA dificuldade mediana que deve ser resolvida para que tudo saia perfeito.
--> Durante a festa, um(a) semideus(a) filho(a) de Ares com quem você está se relacionando o flagrará ficando com outra pessoa e irá avançar contra você. Graças ao seu temperamento alterado, os dois entrarão em combate. Ele(a) terá nível 10. Tente vencê-lo o mais rápido possível, mas não se esqueça de pôr dificuldade e leve em conta os poderes dele. Ao acabar o combate continue as festividades como se nada tivesse acontecido.
--> No dia seguinte, porém, um sátiro aparecerá no chalé lhe chamando até a Casa Grande. Lá, Quíron lhe contará que sabe sobre a festa. Crie um desfecho criativo, seja ele negando a participação, culpando outro semideus ou assumindo a culpa pelo erro e sofrendo as consequências. Acabe a missão com o “culpado” cumprindo uma punição a seu gosto.
--> Horário e clima à sua escolha.
--> Qualquer dúvida ou pedido de aumento de prazo poderá ser realizado por MP.
--> Boa sorte, moço.
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Re: {ONE POST} BAD PARTY?

Mensagem por Lucas Steban Heith em Qua Abr 08, 2015 10:16 pm


LET'S PARTY


PART I - A IDEIA

Quem liga para tempos difíceis? Absolutamente ninguém! Nós do chalé de Dionísio não aguentávamos mais aquilo – Há quanto tempo não acontece uma festa? – Indaguei, franzindo o cenho. Joan, outro colega do chalé de Dionísio, cruzou os braços e inclinou o rosto de cima de sua cama para poder fitar-me – Muito tempo, brô. Quíron está muito ocupado com esses lances de agora, só quer nos manter ocupados e nada de diversão! – A declaração soou inflamada. Não se engane, eu ainda era um novato ali, mas compartilhava o mesmo sentimento de rebeldia que os demais. Perante o comentário de Joan, passei meus braços para trás da cabeça e abri um sorriso – Acho que deveríamos mudar a situação, Joan, dar uma festa inesquecível! Sem Quíron saber, é claro, porque ele colocaria tudo abaixo. – O Sr. D. sem sombra de dúvida iria concordar comigo, quanto a isso não restavam dúvidas, mas eu não queria arriscar pedir uma audiência e acabar os restos dos meus dias como uma coca-diet – Vamos distribuir os convites à todos, entrada livre. Bebidas, comida, música, decoração... Todos tem que se comprometer! Aliás, só garotas bonitas, por favor. E outra, nosso chalé é mais do que adequado para sermos os anfitriões. - Dito aquilo, impulsionei os braços a frente e fiquei de pé, descendo da cama.

Alguns de meus meio-irmãos já prestavam atenção no que eu dizia, fazendo acenos de concordância e gritando sugestões – Vamos dar a melhor festa que o Acampamento Meio-sangue já viu! – Declarei e ergui o punho no ar. Aplausos ressoaram, deixando-me orgulhoso. Nunca havia sido o tipo popular, na verdade costumava ser perseguido pelos garotos e isso me levava a situações constrangedoras, mas a situação estava prestes a mudar. Novo lar, novas regras.

PART II - A ORGANIZAÇÃO

A própria estrutura do chalé de Dionísio era perfeita para o que eu tinha em mente. Dispúnhamos de um palco diminuto, com alguns instrumentos que estariam destinos aos talentosos. Além disso, o clima excêntrico próprio do ambiente despertaria instintos adversos nos convidados, deixando-os mais a vontade. Caso o próprio clima não fosse o bastante, eu ainda não havia encontrado gente mais capaz na criação de drinques exóticos do que meus meio-irmãos. Havia de tudo ali, desde suco de uva até criações inovadoras à base de uva  e álcool – Steven, garanhão, venha cá. – Os filhos de Dionísio já haviam começado a se movimentar, cada qual destinado a uma tarefa, enquanto eu cuidava de peculiaridades que fossem surgindo – Tem algum jeito de conseguir mais álcool com os filhos de Hermes? Não acho que regar essa festa a suco de uva seja o ideal. Quer dizer, nossos pais já nos fazem tomar muito Ades na vida. – Disse e arqueei as sobrancelhas, desafiando Steven a me surpreender. A proposta pareceu bem aceita, seguida de um aceno positivo e a debanda em busca de cumprir com o que havia sido pedido.

Quanto a decoração, eu ainda não havia chegado a uma conclusão exata. Os próprios entalhes do chalé XII, como as peles de tigre, as parreiras e os tons variáveis entre o roxo e o verde, criavam a atmosfera ideal. Não deixando de lado, afinal, o ar adocicado ao nosso redor, familiar a essência exata do melhor dos vinhos. Estalei os dedos no alto – Já sei! – Quase podia ver a lâmpada se acender ao meu lado, igual ao que acontece nos desenhos animados – Precisaremos de um jogo de luzes! Som também, afinal aposto que ninguém aqui quer ficar tocando apenas em instrumentos musicais a noite toda. – Dessa vez a expressão maliciosa surgiu não somente em meus lábios, e sim em quase todos ali ao redor. Reuni um grupo ao meu redor, aproximadamente quatro filhos de Dionísio comigo incluído na contagem – O plano é o seguinte, nós vamos a procura dos filhos de Hermes, enquanto o restante cuida das comidas e bebidas. Foquem no principal, como pizza e salgados. – Dadas as instruções, gesticulei para que os outros três filhos de Dionísio me seguissem.

Não é fácil convencer qualquer filho de Hermes a lhe dar o que você sequer sem no meio disso estar envolvido algum estratagema. Levei Ariel comigo exatamente por isso, afinal seria bom ter uma mulher no grupo, principalmente quando se tratando de atiçar o fervor masculino alheio. Como a intenção era manter tudo na surdina, fomos direto até o chalé de Hermes, que abriu as portas para nós na intenção de descobrir o que tinha a ganhar. Como esperado, o boato da grande festa àquela noite já havia chegado até ali – Creio que Steven já veio aqui mais cedo atrás de álcool, mas não foi isso que viemos buscar. Quero um jogo de luzes e aparelhagem de som. – Cruzei os braços frente ao peitoral, esperando uma reação de nossos negociadores. O filho de Hermes responsável, algo notado pela maneira como os outros esperavam sua reação, coçou o queixo e quis saber o que ganharia com aquilo – Vejamos... Hullen e Emanuel vão cumprir suas obrigações durante todo esse mês. – Sugeri, ciente da revolta que ocorria entre meus meio-irmãos. Ainda assim a troca não parecia concretizada – Não é o bastante? Ariel. – Estalei os dedos. De curvas abundantes e um sorriso estonteante, Ariel avançou de maneira provocativa, deslizando o dedo médio pela lateral do rosto do rapaz – F-fechado. – Este gaguejou.

Queria eu que tudo estivesse resolvido, assim poderia relaxar um pouco mais e esperar o horário marcado – às 00:00hrs. No entanto, mal saímos do chalé de Hermes e Hullen e Emanuel vieram ao meu encontro, querendo saber quem iria realmente cumprir com aquele trato – Vocês, afinal eu já me comprometi a mesma coisa para conseguir o álcool para as bebidas. – Menti na cara de pau, franzindo o cenho e fingindo inocência a fim de dramatizar melhor o papel escolhido. Eles pensaram por um momento, mas resolveram acreditar, direcionando um aceno em minha direção. Ao vê-los se afastar na direção do chalé, Ariel com eles, relaxei os ombros e respirei fundo – Isso está me custando mais do que deveria. – Murmurei e puxei a gola da camiseta, querendo afastar o calor. Antes que eu tivesse um segundo sequer de paz, Will se aproximou, a expressão culposa capaz de denunciá-lo há quilômetros de distância. Eu o havia instruído a espalhar a notícia, fazer os convites – Me conte logo  o que diabos você fez de errado. – Comecei a conversa já exaltado. Fazendo desenhos na terra com o bico dos sapatos, Will pigarreou – Bom, Lucas, é que... Acabei entretido com as filhas de Afrodite e Quíron apareceu. Eu fiquei nervoso, não sabia o que fazer, então fiz o que ele me pediu e o acompanhei no treino de arquearia. – Tudo aquilo foi dito de cabeça baixa – Quer dizer que você não fez todos os convites ainda? E por que está aqui, afinal? Resolva o problema, Will! – Exclamei, querendo me livrar dele antes que resolvesse partir para a violência.

Acabou que não foi tão difícil assim resolver o problema. Como estava livre, aproveitei para fazer alguns convites pessoalmente, o que me dava a chance de avaliar as moças da noite. Comigo e Will agindo simultaneamente, não demorou até que todo o Acampamento Meio-sangue estivesse convidado a aparecer no chalé de Dionísio às 00:00hrs. Quando finalmente pareceu estar tudo feito, já era fim de tarde e voltei até o chalé, onde meus meio-irmãos faziam as últimas preparações, fosse instalando a aparelhagem de som ou testando o jogo de luzes. Resolvi ajudá-los também, juntando-me a cada equipe durante alguns minutos. Steven havia se superado com a bebida, ele e outros mais, com drinques tão exóticos e fortes que a primeira dose dispensaria a segunda. Quanto a decoração? Seria melhor manter o clima ambiente, como eu já havia previsto, dando-lhe a iluminação somente necessária para a dança. Todo o espaço estava liberado, inclusive os dormitórios, portanto os convidados podiam optar entre ficar ali ou perambular pelas imediações; menos no jardim, pois este era exposto demais e chamaria a atenção de Quíron.

PART III – A FESTA

Às exatas 23:50hrs, saí do chalé de Dionísio, camiseta justa e calças jeans, o cabelo bagunçado. Para permitir a fuga de nossos convidados, eu teria de despistar as harpias de segurança, o que era um plano não tão bom. Não precisei andar muito até encontrá-las, ávidas em experimentar o sabor de meio-sangue – Ei, galinhas, vocês sabiam que fizeram um miojo em sua homenagem? Galinha caipira! – Exclamei acenando com ambos os braços para o alto, querendo chamar-lhes a atenção. Funcionou perfeitamente, na verdade funcionou mais do que o suficiente. Comecei a correr, afastando-me do U feito pelos chalés e levando as harpias para longe do chalé de Dionísio. Precisava conseguir alguns minutos de livre passagem para os demais, pelo menos o suficiente. Mas estava ficando cansado, os pulmões em fogo devido a grande corrida – Vocês são tão feias que a própria Medusa viraria pedra só de encarar essas carrancas! – Não sei porque gritei aquilo, acho que precisa distrair-me para não parar de correr.

Assim que pareceu o suficiente, comecei a trilhar o caminho de volta, o dobro de fôlego sendo necessário para me manter naquela ideia de maluco. Quando alcancei finalmente o chalé de Dionísio, pude perceber os flashes de luz que dali vinham e arrombei a porta para entrar. Tudo bem, eu não arrombei, mas talvez ninguém nunca tenha girado uma maçaneta com tanta rapidez. A atmosfera lá dentro era totalmente diferente, além disso era difícil se locomover no meio de tantos corpos que dançavam de um lado para o outro – Isso é Hey Mama? – Arqueei as sobrancelhas, entrando no clima da música que tocava alto devido a aparelhagem de som. Vendo-me parado ali, meus meio-irmãos se aproximaram dando os parabéns, mas a maioria já tinha as bochechas rubras e o bafo de álcool. Apesar do cansaço, sorri contente e tratei de procurar combustível, afinal tinha de recuperar as forças. Não havia ninguém controlando os drinques, bastava chegar à mesa armada ali do lado e pegar um. Percebi três tipos diferentes, cada qual de uma cor, sendo estas violeta, azul e escarlate. Fiel a causa, tomei o drinque de cor violeta e o virei em um só gole – Uou, isso é bom mesmo. – O álcool não fazia tanto efeito em mim quanto nos outros, por isso peguei outro e continuei nessa.

Não me contentei em ficar parado, já podia sentir o efeito provocado pelo alcool e a junção de música e muitos corpos no mesmo lugar. Parti a fazer companhia a meus irmãos, envolvendo-me ao som de Timber. Como previsto, a qualidade das moças não era nada baixa. Sem hesitar, aproximei-me de uma destas, aparentemente filha de Afrodite caso fosse levado em conta a cabeleira loira e sua beleza hipnotizante. Passei minhas mãos por sua cintura, puxando-a para mais perto enquanto dançávamos – Me chamo Lucas. – Disse ao pé de sua orelha, aproveitando a posição para mordiscar o lóbulo da mesma. Provavelmente já tendo bebido demais, minha companhia resolveu apresentar-se de outra maneira, uma muito mais criativa e melhor do que a que eu havia usado. Seus lábios estavam nos meus, deslizando perigosamente em direção a meu pescoço. Apertei os braços em torno de sua cintura, deslizando a mão esquerda por suas costas até um pouco mais abaixo e subindo a direita até sua nuca de modo a empreender mais ardência a dança de nossas línguas. Em um instante tudo estava perfeito: a música, a dança, as bebidas, a decoração, a garota, a festa. No momento seguinte, vi-me sendo puxado para trás e quase não pude escutar o que diziam. Fui arrastado para fora da festa, passando da área movimentada para os jardins – O que você... – Ia dizer, mas finalmente percebi diante de quem estava.

Talvez eu tivesse bebido demais e por isso tinha alucinações, então pisquei várias vezes, mas Sophia continuava parada ali. Seus olhos estavam vermelhos, não sabia se de chorar ou por pura raiva. Nós estávamos juntos no dia anterior, e quando digo juntos você sabe a que me refiro – Oi, Sophia, você está linda essa noite! E essa maquiagem vermelha nos olhos? Arrasou! Que tal voltarmos lá para dentro e então eu posso te mostrar... – Não consegui terminar de dizer coisa alguma, pois percebi o bronze celestial vinha da ponta da lança nas mãos da garota – Quer saber, Lucas? Você é um idiota, convencido, estúpido, babaca e eu vou arrancar fora os seus olhos! – Ela parecia ter bebido um pouco antes de me encontrar, mas isso não amenizou a raiva que sentia de mim. Levei minhas mãos até os bolsos de meus jeans, pegando a mini garrafa de vinho que levava sempre comigo, esta que transformou-se em um florete. Eu não queria perder a festa, principalmente agora que Work tocava e as garotas deviam estar loucas dançando. Mas, se precisaria fazer aquilo... Vamos lá.

PART IV – A LUTA

- Você não acha que só bebeu demais, Sophia? No fundo não quer realmente arrancar meus olhos. Sabe que só quero beijar você, o álcool pode estar te fazendo ver coisas. – Sugeri uma última vez, mas a filha de Ares não quis saber de história. Nota mental? Não me envolver com a prole de deuses violentos. Sua lança possuía um alcance maior do que o meu florete, por isso tratei de recuar ao perceber a aproximação que era feita. Apesar que desajeitada, isso devido a ingestão de álcool, Sophia parecia muito capaz de usar meu couro para amolar bronze celestial. Quando percebi sua estocada, dei um passo rápido para o lado, girando o braço da espada de modo a proteger meu flanco direito. Ao contrário das outras pessoas, o álcool no sangue misturado a adrenalina me fazia sentir mais forte e ágil – Ainda pode desistir. – Dei a deixa, mas esta foi engolida assim que percebi a manobra de Sophia. Posicionada como estava, ela desferiu um golpe na horizontal que travou-se contra a lâmina de meu florete. A diferença é que não ficou por aí, aproveitou o momento para avançar e vir direto contra mim, puxando a lança em tempo de lançar outro ataque.

O que ela não levou em conta, entretanto, foi que eu poderia usar a repentina proximidade a meu favor. Do jeito que estava, toquei a palma esquerda que estava livre em seu corpo, empurrando-a para trás. Acidentalmente, claro, esse toque ocorreu na área de seu busto, o que deixou-a ainda mais irritada. Contudo eu não havia feito aquilo só para ter o prazer de me gabar – certo, isso também -, mas porque queria colocar em prática algumas de minhas habilidades. Como previsto, Sophia levou a mão a cabeça, provavelmente sentindo uma forte enxaqueca. Iria me vangloriar, mas não tive tempo, afinal a aquilo só pareceu enfurecer ainda mais a filha de Ares que transbordava sede de sangue. Seu próximo golpe para cima de mim, apesar de previsível, possuía o dobro de força, levando-me a fraquejar. Mantive a posição, no entanto sem prever o ataque que viria a seguir. Sophia simplesmente deu um giro, atingindo-me em cheio no estômago com a parte lisa da lança. Cambaleei para trás, ameaçando vomitar tudo que tinha comido até então. As coisas não estavam indo assim tão bem.

E Sophia não parou por aí, não queria dar-me tempo de recuperação. Vendo que se aproximava, respirei fundo e fiquei pronto para recebê-la. Assim que a lança foi lançada em minha direção, abaixei o corpo e me joguei a frente, agarrando o calcanhar esquerdo da filha de Ares com a mão livre e puxando-o com força para derrubá-la. Claro que não era assim tão fácil, por isso essa fraquejou e não caiu. A coisa não havia saído muito como o esperado. Vendo que eu estava em uma posição fragilizada, minha adversária tentou fincar a lança em meu estômago, mas fui mais rápido e rolei em meio as parreiras, indo parar ao seu lado e acertando um golpe na parte de trás de seus joelhos com o lado chato da espada. Não queria ferí-la, só causar um nocaute. Ao contrário de mim, no entanto, Sophia queria ferir. Ela caiu sobre um joelho, mas isso não a fez deixar de tentar me empalar. Joguei o corpo para trás querendo evitar o dano, mas o movimento apenas serviu de desvio, pois a ponta aguçada da lança passou por minha bochecha deixando um rastro de ardência – Qual é, eu preciso desse rostinho bonito com as garotas! Ou será que elas vão achar uma cicatriz sexy? – Meditei, algo ridículo para a situação.

Devido a minha pequena distração, Sophia partiu para cima de mim, largando a lança de lado e acertando um cruzado de direita em cheio em meu estômago, seguido de outros socos. Desviei o rosto, querendo sair de perto, mas ela era mais forte e conseguiu me imobilizar, forçando meu braço direito até minhas costas. Consequentemente a espada caiu de meus dedos, deixando-me desarmado – Vai admitir derrota, Lucas? Não, melhor! Acho que vou cortar você um pouco mais até ficar desfigurado, então nenhuma menina vai te querer! – Sophia estava ficando louca, e eu não tinha influência naquilo. Então tive uma ótima ideia. Com a mão esquerda livre, acenei discretamente para as videiras ao nosso redor com os dedos e fiz-as começarem a se enrolar ao redor dos pés da filha de Ares – Acho que não, belezinha. – Ironizei, fechando o punho enquanto as videiras prendiam-a ali. Quando Sophia percebeu, desistiu de quebrar meu braço e foi tentar livrar-se do que mantinha-a presa ali. Aproveitei para ficar de pé, chutando sua lança para longe e recuperando meu florete – Game over, gatinha, é uma pena. – Disse, limpando o sangue na bochecha com a palma da mão.

Podia fazê-la ficar ainda mais louca, provocando ilusões e atuando em favor de sua condição de bêbada, mas preferi acabar logo com aquilo. Aproximei-me com hesitação de uma Sophia enfurecida que estragava o jardim dos filhos de Dionísio, com cuidado para não ser atingido. Mas de nada adiantou, pois a filha de Ares puxou minha perna e caí, dessa vez batendo a cabeça com força. Meio atordoado, ergui-me o suficiente para desferir um contra-golpe contra a cabeça de Sophia, atingindo-a com a parte achatada da espada. Ela fraquejou, emitiu um ruído estranho e desabou. Respirei fundo, levando a mão até o galo que iria se formar em minha cabeça – Doida, completamente maluca. – E é irônico um filho do Sr. D. falar isso. Deixei ali mesmo, rodeada de uvas, quem sabe acordar naquele lugar a fizesse achar que encheu a cara e imaginou tudo. Nunca se sabe. Antes de sair, invoquei duas uvas que surgiram em minhas mãos. Senti-me um pouco melhor assim que as ingeri, mais revigorado, embora ainda parecesse que um trator tinha me atropelado.

PART V – O DIA SEGUINTE

A festa havia sido muito maluca. Depois do incidente com Sophia, eu tinha voltado como se nada tivesse acontecido, tomado alguns drinques e comido algo, de volta a ativa ao som de Turn down for what. Foi legendário. Se ainda encontrei a filha de Afrodite? Não, a loira tinha sumido, mas isso não me impediu de beijar outras bocas. Acordei caído no meio do chalé de Dionísio, ainda completamente bagunçado e com o aroma de vinho mais forte do que nunca – A melhor festa de todas. – Comentei meio rouco, sentindo minha cabeça latejar. Não sabia se era ressaca ou o resquício da brutalidade de Sophia. Meus meio-irmãos concordaram, começando a contar suas histórias animadamente. Era uma ótima atmosfera. Até que, de repente, alguém abriu a porta do chalé chamando-nos a atenção – Lucas? Quíron quer vê-lo agora. – Senti meu sangue gelar. O velho centauro tinha descoberto? Droga! Fiquei de pé, passando as mãos nos cabelos rebeldes que não tinham jeito – Desejem-me sorte. – Pedi ao alcançar a porta, lançando um último olhar a meus colegas e ao chalé, querendo ter uma última memória caso as coisas corressem mal.

Assim que cheguei encontrei Quíron, este pediu que eu sentasse e ficou me encarando com aquele ar de “eu sei o que você fez no verão passado”. Achei particularmente intimidante.  Desconfortável, voltei o olhar em direção a meus sapatos, notando que estavam sujos de pizza – Bom, Sr. Heith. – Quíron começou a falar, por isso voltei a atenção até seus olhos. O importante era não desviar o olhar – Você sabe como escapou daquelas harpias ontem à noite? Intervenção minha! Elas teriam o comido sem pensar duas vezes, mas interrompi-as antes disso. Não fique achando que não sabia de suas intenções e de seus colegas, porque nada acontece sem o meu conhecimento. – Repassei mentalmente as situações nas quais havia topado com Quíron no dia anterior, que se resumiam a nenhuma. Apenas Will, até onde me lembrava, tinha tido contato com o diretor de atividades – Saiba que foi uma imprudência total! Tantos adolescentes bêbados e fazendo coisas obscenas, não posso perdoar isso. – Ele ficou me olhando como se esperasse uma resposta.

Abaixei a cabeça e a escondi entre os braços que apoiei na mesa entre nós, começando um choro simulado – Foi tudo ideia do Will, Quíron, ele me convenceu a participar disso! Me mandou fazer os convites, enquanto ele se divertia com as filhas de Afrodite. Não pude fazer nada, ele mandou e os outros garotos concordaram! – Chorei ainda mais, tremendo da cabeça aos pés a cada soluço. Como as coisas se encaixavam, desde o encontro de Quíron com Will e as filhas de Afrodite até ele jogando a culpa em mim, consegui convencer o centauro, que a contragosto mandou-me embora. Na saída, abri um largo sorriso, enxugando as falsas lágrimas. Até que valia a pena ser filho do Sr. D. e entender de dramatização.

PART VI – A PUNIÇÃO

Como consequência de seus atos, Will teve de limpar todo o chalé de Dionísio, inclusive devia explicações a Sophia, que havia procurado Quíron a fim de tentar descobrir o porquê do hematoma em sua cabeça. Isso também foi computado a conta de Will, que não tinha explicação alguma, sequer conseguia pensar em alguma coisa que o safasse. Além da manutenção do chalé de Dionísio, o culpado estava fadado a ajudar limpar os pratos das refeições, uma tarefa árdua na companhia de harpias. Quando retornei ao chalé Will lançou-me um olhar receoso – Tem pizza ali embaixo. – Apontei para o palco, enquanto assoviava e seguia com as mãos nos bolsos para o dormitório. Trabalho feito! Talvez tivesse conseguido um inimigo, mas isso não tinha importância no momento.

ARMAMENTO UTILIZADO:
• Florete Vinícola [Bronze Celestial // Um florete simples em bronze celestial que é capaz de se disfarçar em forma de uma mini garrafa de vinho, pequena o suficiente para ser levada no bolso. Sempre que atinge o alvo diretamente na pele, transmite pequenas substâncias alcóolicas que deixam o inimigo gradativamente bêbado, diminuindo reflexos, coordenação motora e retardando suas reações e movimentos // Presente de reclamação de Dionísio].

PODERES PASSIVOS:
[Nível 01] Consciência Permanente – Os filhos de Dionísio bebem com muita maestria, apesar de logo se embebedarem. Seu corpo reage perfeitamente bem à bebidas e vícios, não deixando efeitos colaterais malignos e os mantendo conscientes de seus atos mesmo diante da mais louca das alucinações.

[Nível 03] Ambidestro – Os filhos de Dionísio se mostram extremamente habilidosos ao manusear armas e outros itens com ambas as mãos, uma perícia que em muito os ajuda em combates e outras situações.

[Nível 05] Ator – Extremamente habilidosos nas artes teatrais, os filhos de Dionísio são atores profissionais e perfeitos por natureza, sendo capazes de interpretar papéis e convencer pessoas de suas próprias verdades.

[Nível 09] Reflexos Gatunos – Por sua ligação forte com os felinos, os filhos de Dionísio possuem os reflexos aprimorados e acima do normal, mesmo quando estão sob o efeito de drogas. Agem e reagem com a rapidez de um gato.

[Nível 10] Alcoolismo Amigo – Sempre que estiverem embriagados ou sobre efeito de álcool, os filhos de Dionísio possuem sua força e velocidade dobradas.

PODERES ATIVOS:
[Nível 02] Enxaqueca – O filho de Dionísio é capaz de causar uma forte enxaqueca no oponente apenas com o toque.
Duração: 2 turnos.
Gasto: 10 PM.

[Nível 08] Armadilha de Videiras – Videiras brotam do chão ao comando do semideus, se enrolando nas pernas do inimigo e prendendo-o.
Gasto: 15 PM

[Nível 11] Parreiral – O filho de Dionísio invoca duas uvas em suas mãos, cada uma delas é capaz de curar 30 PV e 30 PR de quem ingerir.
Gasto: 30 PM

NPC'S E OBSERVAÇÕES:
Joan – Filho de Dionísio, ajudou na ideia da festa;
Steven – Filho de Dionísio, responsável pelas bebidas;
Hullen, Emanuel e Arie – Filhos de Dionísio, ajudam na negociação com os filhos de Hermes;
Will – Filho de Dionísio, responsável por fazer os convites, delator de Lucas e culpado;
Sophia - Filha de Ares, maluca que vê o Lucas com outra e quer comer o fígado dele.

Descrição do Chalé XII: http://www.thaliastree.com/t57-ambientacao

Em suma, creio que o decorrer das situações tenha ficado claro, algumas indo de acordo com os poderes passivos já listados.


wine , parties, orgies , pac-man;
Progênie de Dionísio
Progênie de Dionísio
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Lucas Steban Heith
Título : Novato
Fama : +3

Idade : 20

Ficha do personagem
PV:
540/540  (540/540)
PM:
540/540  (540/540)
PR:
540/540  (540/540)

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Re: {ONE POST} BAD PARTY?

Mensagem por Afrodite em Qua Abr 08, 2015 11:20 pm

1. Avaliação e Recompensa


Não demorarei muito falando sobre sua missão. Em minha singela opinião, ela foi simplesmente maravilhosa. Você atendeu a todos os pontos obrigatório com louvor e de uma maneira tão gostosa que me senti com gostinho de quero-mais no final de tudo. Não notei nenhum erro grave, você foi coerente desde a narração em si como na batalha contra a esquentada Sophia. Quanto a fama, devo esclarecer o porquê dela ser negativa: como a missão foi desobedecer a Quíron fazendo uma festa e você optou por mentir e não assumir a culpa, suas ações não foram bondosas nem altruístas. Sorry, Darling É com prazer que lhe dou meus parabéns!

Coerência Textual: 50/50
Coerência Batalha/Treino: 50/50
Gramática: 20/20
Enredo: 60/60
Objetividade: 20/20

Total: 200XP + 100 dracmas + (-2) fama // Pela festa e por culpar o irmão.

2. Situação do Personagem


Descontos: -27 PV // -55 PM // -30 PR
PODER [Nível 11] Parreiral JÁ LEVADO EM CONTA.

--> Qualquer dúvida ou reclamações quanto à missão/avaliação poderá ser realizada por MP.
--> Você tem 48 horas para postar se curando, seguindo o sistema de cura padrão do fórum antes do tópico ser trancado.
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Afrodite
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