[Trama Pessoal] Welcome to Wonderland!

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[Trama Pessoal] Welcome to Wonderland!

Mensagem por Zara Hofstad em Qui Abr 16, 2015 3:08 pm

A GRANDE ILHA E SEUS GRANDES SEGREDOS

Michael Cehera é um garotinho muito legal. Ele me deu um mapa esses dias; é claro que ele sabe que eu nunca poderia chegar até o lugar da foto tão legal que ele me mostrou, mas achei muito bacana da sua parte me dar seu mapa e sua foto. Segundo ele, ele tem outras. Espero que tenha mesmo, e não esteja apenas sendo legal comigo. Mamãe diz que algumas pessoas podem ser legais comigo por conta do nosso sobrenome, muitas pessoas são assim com ela, eu observo todos muito bem, mas Michael Cehera não é assim, eu tenho completa certeza. Seus olhos são verdes como ervilhas, e os cabelos são bem escuros, assim como sua pele, na escola onde estudo, ele não tem muitos amigos, e acho que isso o faz parecido comigo. Não que eu seja chata ou algo do gênero, as outras pessoas simplesmente não me agradam. Mas eu gosto de Michael.

Eu mostrei a foto para minha babá, e ela comentou que era realmente muito bonito, e se fosse cheia de pessoas, montanhas russas e carrosséis poderia ser Coney Island. Mas eu sei que é outro lugar, um lugar bem mais longe de Manhattan, mais longe do Upper East Side, e eu, que nunca atravessei o rio, sei que é um pouco mais longe do que os limites que minha mãe impõe à minha babá. Ela é um pouco neurótica e superprotetora, por algum motivo, todos os dias depois da escola Babá tem de me levar para casa direto, não podemos sequer atravessar a rua para que possa comprar um sorvete ou uma pipoca, cachorros quentes não são do meu agrado nem qualquer outro fast food, mas gosto muito das balas vendidas pelos ambulantes, as quais nunca posso chegar perto por conta das ordens restritas de mamãe. Muitas vezes acho-a muito chata para ser minha mãe, já que sou tão legal!, mas Babá diz que ela deve ter seus motivos para ficar tão atenta.

Mas esta tarde, quando Babá me deixar em casa, eu vou fugir. Fugirei porque quero saber o que tem além do Rio East, o que mamãe não permite que eu veja. É o que mais anseio, desde que tenho oito anos: atravessar o rio. E hoje, eu o farei.

Ao chegar em casa, Babá dirige-se para a cozinha, enquanto eu corro como de costume para meu quarto. Na visão dela vou brincar com minhas bonecas, ou então jogar com meu chazinho de porcelana ao qual sempre mantenho a limpeza constante e diária, mas hoje, meus panos são maiores. Subo em um banquinho pequeno, mas alto o suficiente para que eu consiga alcançar a última prateleira do closet, onde mamãe guarda nossas bolsas, malas e tudo o que seja grande ou feio demais para ficar exposto. Segundo ela, um sorriso bonito com os lábios fechados é melhor do que um grande com dentes feios. Até hoje não entendi direito o significado disto, já que acho que sorrisos que mostrem os dentes das pessoas são muito mais bonitos, mas de todas as maneiras, talvez ela queira dizer que mascarar as imperfeições seja algo melhor do que deixá-las sempre aparentes.

Pelo o que aprendi com seus amigos, ela faz isso muito bem, e eles, muito mal. Suas personalidades são tão feias que me dá dó, apenas querendo aparecer bem em alguma revista ou algo do gênero, interesseiros demais para oferecer sua real amizade à ela. Ainda bem que mamãe tem à mim e a Ônix, nosso cãozinho. É um Spitz Alemão, e para mim ele se parece mais com um pequeno leãozinho. Sua pelagem branca é impecável, como quase tudo aqui em casa, e penso que às vezes seria muito divertido rolar em um lamaçal com ele, mas é claro que mamãe... Bem, estou me distanciando do verdadeiro assunto de interesse: o passeio.

Eu tenho um roteiro todo planejado. Julian, nosso motorista, deve me levar até a baía, onde pegaremos uma balsa para atravessar o rio e passearemos. É algo bem simples, não?! E nada pode dar errado, é claro! Porque eu apenas quero passear, e no fim, encontrar o lugar bonito de Michael. Talvez eu devesse chamá-lo para vir comigo... Mas talvez ele contasse para mais alguém que entrasse em contato com mamãe. O bom de Julian é saber que posso contar com seu espírito camarada e ter a certeza de que ele não contará nada para ninguém, de todas as maneiras, ele pode não gostar de Michael. Ele é mais desleixado do que os outros garotos em meu colégio, mas nada demais para mim, só não deve gostar de ir todo engomado para a escola. Ou então seus pais o acham maduro o suficiente para não ter uma babá, como sempre procuro convencer mamãe de que sou.

Minha mochila está pronta quando tenho uma muda de roupas dentro dela, uma garrafinha cheia de água, um pacote de castanhas e um pacote de salgadinho. Ah, é claro: chocolate com frutas vermelhas. São tão deliciosos. A tarefa mais difícil, agora, é passar pela segurança de sete olhos de Babá, de alguma maneira ela consegue sempre saber onde estou. É por isto que tiro meus sapatos e caminho de meias até a lavanderia, onde encontra-se a entrada de serviço, para distraí-la, peço para que ajeite a varanda para um piquenique para nós, e aproveitando sua distração corro o mais rápido que posso. Babá nem percebe minha presença, o que é um grande feito para mim, e logo alcanço a maçaneta da porta e serviço. Quando ela percebe minha falta, já não estou mais no apartamento.

Julian é um homem bom. Para mim, todos os que vivem ao meu entorno são bons, aqueles que nunca fizeram nada de mal para mim, é claro. Mas mamãe diz que o motivo para eu não poder sair de casa sem a companhia dela é que existem muitas pessoas más no mundo, não creio, no entanto, que sejam tantas ao ponto de uma volta por Nova Iorque poder me matar assim quando colocar os pés fora do carro em que acabo de entrar. Muitas vezes penso que ela me esconde de meu pai, um homem que diz ser incrível, mas trabalhar muito longe daqui, tão longe que seria impensável que um dia procurasse por ele. Ter esta expectativa tão baixa vindo dela é decepcionante, realmente, porque da mesma maneira como ela me conhece, eu gostaria que meu pai também me conhecesse e eu também conhecesse ele. Como não podia, Julian era a figura paterna mais próxima que tinha; sentada no banco da frente, o papel com a imagem do grande Estreito de Long Island ilustrava o local para aonde gostaria de ir, e com muitos esforços havia convencido ele a me levar até lá. Um pequeno mapa agora jazia em meu colo, substituído pelo GPS do carro. Havia feito um marco vermelho aonde Michael me dissera que era aquele lugar tão interessante, ao qual implantara a ideia em minha cabeça de que deveria conhecer, assim como também marcara nosso ponto de partida: o apartamento no Upper East Side.

Carregava em minha mochila um dos cartões que minha mãe deixada disponível para “emergências”, se eu tivesse algum problema grande, é claro que apenas cinquenta dólares em notas de dois dólares não seriam o suficiente. Era até engraçado que alguém poderia sair de sua casa munido com apenas as notas, sem um fundo seguro para emergências.

Mais engraçado ainda, são as pessoas de Nova Iorque. Nunca as vejo muito, geralmente Babá me distrai, assim faz com que eu não tenha muita vontade de passear, porque não conheço realmente como é legal estar nas ruas, passeando. Se não demorasse tanto para chegar até nosso destino, é claro que eu andaria até Long Island! Segundo Julian, no entanto, era loucura. Quando eu crescer você vai largar minha mãe e dirigir para mim, não é? Meu sorriso para ele não podia ser maior, recentemente procurava mostrar a última janelinha que teria em minha boca, deixando o sorriso malfeito. Julian apenas ri de meu comentário, e aumenta o volume com uma música que sabe que eu gosto, enquanto fazemos o percurso.

São muitos prédios, muitas pessoas, muitos cães e gatos, pontes, água, é realmente uma ilha incrível, como leio em vários livros. Não é por menos que Nova Iorque é dada como uma das capitais do mundo, tudo o que você procure é possível encontrar aqui, é claro! Sinto que a ideia de ir de carro é cada vez melhor quando paramos em uma ruazinha movimentada. Julian corre para abrir a porta para mim, e o agradeço com uma reverência exagerada, desde que era pequeno o homem me chamava de “Pequena Princesinha”, apelido ao qual procurava fazer jus sempre que me ajudava com algo. A educação em primeiro lugar, sempre dizia minha mãe. O sol no topo do céu não é muito forte ao ponto de ser necessária a compra de um boné, mas não recuso um sorvete, quando Julian me oferece o mesmo.

O estreito, segundo ele, não encontra-se muito longe, nada que não possamos fazer andando, e para uma movimentação mais agradável, assim o fazemos. Talvez tanto Babá quanto mamãe estejam se descabelando com meu sumiço agora, duas horas depois, mas procuro não pensar nisto, quando me delicio com o maravilhoso sabor de chiclete que lambuza meu rosto. É simplesmente muito bom para ser verdade. Como você consegue ficar vestido de paletó? É muito quente para onde vamos, segundo meu amigo. Falar de boca cheia não era bonito, mas necessário. De todas as sobremesas do mundo, se pudesse escolher só uma: seria este sorvete. Sei que Julian segura-se para não rir de minha situação, mas é o suficiente para que leve meu antebraço até o rosto, enquanto nos aproximamos de algumas árvores altas e espaçadas. Sinto o desconforto do motorista enquanto caminhamos, e me pergunto se, antes de ser parte de nossa comissão de empregados já passou por estas bandas, já que a conhece certamente muito bem.

O homem assume um caminhar diferente do que eu sempre havia notado, as costas ficando mais largadas, assim como as passadas mais rápidas. Caso não fosse tão ativa, é claro que não conseguiria acompanhá-lo, mas a ideia de até mesmo ele estar animado para chegar naquele lugar me é interessante! Caso fosse com mamãe, com todas as certezas ela não se arriscaria a entrar na floresta, mas ela tem seus motivos. Um deles são os caras estranhos que ficam nas árvores, fumando seus cigarros de maconhas e outras drogas ilícitas. De outro lado, no entanto, há garotas alegres e sorridentes, estudando talvez para um grande teste de suas faculdades – não me parecem ter idade para ainda estarem no colegial – mas eu tenho medo, acima de tudo, de me perder de Julian. Não saberia, de maneira alguma, me movimentar na cidade se não fosse por sua ajuda. Por isso tento tão avidamente acompanhá-lo.

É difícil, no entanto, manter o ritmo quando este é constante e rápido demais para que eu possa acompanhá-lo sem ter problemas com minha respiração, e sinto-me ainda mais atrapalhada quando vejo certa movimentação entre as árvores. Ju-Ju-Julian? Acho que tem alguém nos seguindo. O Sol se põe ao horizonte, e o homem sente-se irritado com esta ideia, puxando-me para debaixo de seus braços, não consigo, no entanto, desviar meus olhos das árvores atrás que deixamos para trás. Pouco a pouco elas são substituídas por uma grande clareira, grande até demais, como se não fosse algo natural, mas com uma bela vista do Sol poente. É realmente lindo o Estreito de Long Island, assim como Michael Cehera dissera. Tão como ele dissera, que pego o cartão postal, a foto, em minha mochila, comparando a vista.

Idêntica. Não sei se Julian, agora mais alarmado do que anteriormente, consegue distinguir isto, mas até mesmo o grande pinheiro no beiral do pequeno morro era igual. Não me atrevia a aproximar-me demais para observar a paisagem, mas sei que deve ser tão bela quanto tudo. Ou quase tudo.

O guincho alto que ouvimos não é nada bonito, e como nada que vi antes. Aproximo-me de Julian, que coloca-se em minha frente de maneira protetora na direção do som. O que poderia ser o dono daquele som, tanto eu quanto ele não fazíamos ideia ao meu ver, já que Julian tinha uma expressão muito mais assustada do que a minha. Impossível um urso ou um javali aparecerem logo em Long Island, a não ser que tenham fugido de um zoológico! Mas aquilo não era um animal qualquer. Não tinha pelos, mas sim pintas, e mais parecia-se com um ser humano, se não fossem os seus olhos que assemelhavam-se aos de jacarés, verdes e com fendas no lugar das pupilas. Aquilo era um monstro.

Diante da visão tenebrosa, sinto o grande grito que preparava-se em minha garganta simplesmente sair, mais alto do que o esperado, mas tão aterrorizado quanto minha expressão. O humanoide ao ouvi-lo respondeu-o a altura, soltando um grande rosnado, ou algo do gênero, mostrando para nós seus grandes dentes pontudos e afiados, manchados por sangue. Julian, o que é essa coisa? Eu sou apenas uma criança, e falo como uma criança, assim como ajo como uma. E uma criança com medo, chora. Chora mais do que o esperado. Eu, agora, debulho-me em lágrimas, sem saber o que fazer. Belisco-me, querendo sair deste pesadelo, e nada acontece, até que enfim convenço-me de que minha vida está em risco, e aperto o braço de Julian mais forte do que anteriormente, escondendo-me do ser estranho enquanto este se aproxima lentamente, e nós recuamos, tão lentamente quanto.

Eu quero correr, mas isto chamaria sua atenção, ou é isto o que aparenta acontecer, já que Julian retesta a minha ideia de sair correndo loucamente para a floresta. O que haveria mais, no entanto, na floresta? E o que seria aquela coisa? Uma experiência que deu errado? Um alien?

Não acredito em aliens, mas não tenho muita experiência fora de casa, então eles poderiam realmente existir, mas aliens talvez já tivessem dominado o mundo inteiro a este ponto para quererem me matar. Foi então, que enfim, as respostas me encontraram. De uma maneira esquisita e muito mais preocupante do que eu esperava. Julian pediu para que eu me afastasse dele com mais rapidez, porque coisas desagradáveis poderiam acontecer, e logo antes de que eu pudesse pensar direito, estava já longe da criatura e do motorista, que gritava para a fera atraindo sua atenção. Carniçal. Ele o chamara de carniçal, e o nome fez com que os pelos de meu braço se eriçassem com a semelhança da palavra carniça. Caso notasse bem, o observasse por diversos minutos, seria uma criatura bonita para ser retratada em alguma pintura de alguma das galerias chiques que mamãe visita. Era exótico, a cor de carne assim como as marcas de músculos me deixavam curiosa, mas não o suficiente para não perder algo mais curioso. As calças que Julian antes vestia já não estavam mais em suas pernas, agora substituídas por cascos e um traseiro muito grande e peludo. Foi nesse momento, que tive a grande certeza de que estava sonhando.

Mas eu senti tudo aquilo, e havia planejado tudo aquilo. E sonhos não podem ser assim tão vívidos e tão bem pensados. O que me resta, é chorar, chorar para que tudo acabe. Um grito escapole de minha boca quando vejo Julian ser arremessado a metros de distância da criatura gigante. Fraco, e tentando se recompor. Vejo o monstro, então, seguir em sua direção, tão rapidamente quanto um raio, pronto para o atacar quando for possível. NÃO! O grito que solto mostra-se ainda mais eficiente quanto o anterior, chamando a atenção do humanoide com seus olhos verdes brilhantes na visão de me ter como presa agora. Pequena, mais devagar, mais fácil de se mastigar. Pelo instinto de atacante da criatura, deveria ser canibal, carnívora ou o que quer que fosse classificado seu tipo de alimentação. Mas ele não mataria Julian.

Então, eu corri. Haviam quinze metros entre eu e Julian quando passei a correr na direção oposta, em direção ao final da colina. Minhas pernas passaram a arder rapidamente, por conta da corrida rápida. Sou uma criança sedentária, que sequer tem amigos direito para correr e brincar de pega-pega, pelo menos não me lembro de o fazer com frequência. Meus pulmões queimam com a grande quantidade de ar que respiro e a velocidade com que tenho de bombear sangue para o restante de meu corpo. Mas todas as dores cessam logo após de uma forte e profunda pancada nas costas.

Caio ao chão rapidamente, e o pôr do Sol já não me observa mais, assim como não consigo focalizar Julian, que grita para eu continuar correndo. Apoio-me com meus braços na grama verde e malcheirosa, tentando me por de pé, mas nada tem efeito, nada até o negrume chegar. A escuridão, e com ela, a solidão. A morte.

✰ ✰ ✰

O lugar onde estou cheia a álcool e remédios. É estranho, claro demais para que meus olhos consigam se adaptar com facilidade a visão que tenho. Julian... Qualquer esforço que faço mostra-se inútil. A boca demasiadamente seca para que consiga pronunciar uma palavra sequer, mas ao ver-me tentando sentar-me e falar, um rapaz alto, muito mais alto do que eu se aproxima, coloca a mão em minha testa, como se medisse minha temperatura, e anota algo em sua prancheta. Sinto uma dor profunda nas minhas costas, quando finalmente consigo sentar. Passo devagar os dedos em meu rosto, tentando conter qualquer tipo de dor que pudesse surtir repentinamente, mas ela vem, forte como um touro. A dor da perda, a vontade de voltar atrás. O remorso. Onde estou? A pergunta é dirigida ao rapaz que continua a anotar coisas sobre mim em sua prancheta, enquanto o encaro com ferocidade. Eu quero saber onde estou, mas nem uma palavra sequer sai de seus lábios, o que me incomoda, quando ele apenas aponta o dedo indicador para sua camiseta laranja.

Palavras estranhas em uma língua que não reconheço estão gravadas nela, com um símbolo de um cavalo alado logo em baixo. Um pônei? Não, um dos cavalos de My Little Poney, gostava deste desenho quando era mais nova, mas acho estranho um garoto tão mais velho com ele gostar de um desenho tão infantil, e para o que escrever coisas esquisitas na camiseta? Laranja também não é sua cor. Mas relevo tudo isso, e insistentemente, procuro entender o que está escrito. Como se fosse mágica, as palavras se desembaralham, e aos poucos consigo distingui-las. A. Camp. Acampamento. Meio. San. Gue. Acampamento Meio-Sangue.




  • A missão pessoal se passa no passado, há cerca de cinco anos atrás, quando Zara chegou ao Acampamento Trazida por seu sátiro, que sempre disfarçou-se como o motorista da garota e de sua mãe.
  • A mãe de Zara sempre a protegia por ser uma mortal capaz de ver através da névoa, sabia de tudo sobre o Acampamento Meio-Sangue, concordava com a vivência de Julian muito perto da filha, mas não permitia que a levasse até o Acampamento, por medo de perdê-la para sempre.
  • O monstro utilizado na missão como desafio para chegarem ao acampamento foi um Carniçal. Quando o carniçal bateu nas costas de Zara com força, ele teve profundas penetrações de suas unhas afiadas, o que a deixou com duas cicatrizes próximas da base de sua coluna. Com o baque que teve após ser atingida pelo carniçal ela conseguiu atravessar a barreira que o pinheiro proporciona e por isto foi salva, mas desmaiou, sem saber ao certo o paradeiro de Julian, que mais tarde será dado como morto.
  • Zara tinha onze anos na época, o que nos remete para o meio/final de 2010.
  • Não foram usados poderes ou armas porque Zara não sabia que era uma semideusa (vide confusão no final da missão, em sua chegada ao Acampamento).



i woke up like this.

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Re: [Trama Pessoal] Welcome to Wonderland!

Mensagem por Afrodite em Qui Abr 16, 2015 10:37 pm

1. Avaliação


Olá, moça. Não tenho muitas críticas a fazer, pois no geral, foi uma ótima missão. A primeira observação que faço é o uso excessivo de vírgulas. Em determinados momentos, como em ” assim como sua pele, na escola onde estudo” um ponto final seria melhor colocado. Isso muitas vezes atrapalhou minha leitura, me fazendo reler a frase para compreender o que você queria dizer. Vez ou outra encontrei erros de digitação que uma revisão, ou até mesmo uma leitura atenta, teria evitado. Temos como exemplo a palavra cheia ao invés de cheira nos parágrafos finais. Atente-se a isso, mocinha! Quanto a coerência, não tenho reclamações. Você descreveu bem as cenas, soube expressar de maneira agradável o ponto de vista de uma criança inocente aos perigos de sua vida semideusa e me deixou curiosa para desvendar a história de Zara Hofstad. Então, meus parabéns!



Coerência Textual: 48/50
Coerência Batalha/Treino: 49/50
Gramática: 18/20
Enredo: 60/60
Objetividade: 20/20
Total: 195XP.


Recompensas: 195xps + 145 dracmas + 4 fama



--> Qualquer dúvida ou reclamações quanto à missão/avaliação poderá ser realizada por MP.

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