[MPP] Invasão na Arena

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[MPP] Invasão na Arena

Mensagem por Gaia em Ter Abr 21, 2015 3:55 pm

1. narração

Ás vezes, os problemas do acampamento eram simples demais e poderiam ser resolvido rapidamente por qualquer um que tivesse o mínimo de habilidade ensinada nas atividades.
Era uma manhã do dia 13/08, às 08 da manhã. Muitos campistas estavam na arena, inclusive Ann-Ronwe Grimm e Reed Filzen Hochscheidt, já iniciando os treinos matinais. Os instrutores abriram um intervalo de cinco minutos, depois de meia hora de treinamento, para que os campistas pudessem beber água e relaxar os músculos brevemente.

Foi quando o inesperado ocorreu, na sala no mais distante da arena, onde ocorria as simulações de combate com monstros, várias aves de estinfália surgiram, como se de algum modo, tivessem escapado do sistema de proteção daquela sala. Vários semideuses foram atacados e outros saíram correndo, enquanto os instrutores corriam para dentro do local de simulação para socorrer aquele que provavelmente foi ferido gravemente e acabara por liberar tais monstrinhos.

Os deuses tinham sempre o bad timing, isso foi confirmado quando os símbolos de Hécate surgiu na cabeça de Ann, reclamando-a, como forma de pedir que sua filha provasse seu valor naquele momento, o mesmo ocorreu com Reed, quando o símbolo de Hermes, desafiando a recém reclamada, aparecia acima de sua cabeça. Aquele era o momento para as recém-reclamadas provarem seu valor. Parecia até uma competição travada entre os dois deuses.
2. instruções


- Prazo: 22:00 do dia 22/04/2015 | Tolerância: 23:00 do dia 22/04/2015

- Vocês não precisam lutar em conjunto, podem fazer cada uma sua narração, independente da outra e serão avaliadas individualmente.

- Vocês precisarão enfrentar o máximo de aves de estifália que conseguirem, utilizem o máximo o ambiente da arena e procure também notar os feridos, os ataques e as fugas.

- Seja coerente, você é um campista que acabou de ser reclamado, então não é bom o suficiente para matar quinhentas aves.

- Eu deixei bem aberto, cheio de brechas, o post de introdução, para vocês abusarem da criatividade.

- Peço inúmeras desculpas pela demora da MPP, espero que isso nunca mais ocorra, e como forma de recompensá-los pelo tempo perdido e pelo atraso no prazo máximo de atendimento em reclamação e MPP, vocês tem direito a um bônus de 50 de xp na avaliação. Será o ganho avaliado somado com 50 de xp.

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Re: [MPP] Invasão na Arena

Mensagem por Ann-Ronwe Grimm em Qua Abr 22, 2015 7:40 pm

BANG
BANG
don’t let them live.
i'm your reaper i'm your death
Idioten. — Foi a primeira palavra que veio à sua mente no momento em que a nuvem de pássaros negros pode ser vista ao longe.

Ela não esperava que aquele dia tornasse-se o caos logo pela manhã, quanto mais em um intervalo de tempo tão pequeno.

△ △ △

Seus pensamentos estavam voltados para questões que provavelmente nunca rondaram a cabeça dos demais, mas que para qualquer Grimm ou qualquer outra família que fizesse parte daquela realidade que vivia eram questionamentos realmente importantes. Enquanto golpeava um autômato-boneco de palha com um punhal, desviando-se quando necessário e atacando quando dada a oportunidade, a mente da garota retomava desejos antigos. Talvez tudo seja um engano, eram as palavras que ecoavam profundamente em si, e as quais ela sabia que não passavam de uma reconfortante mentira.

— Pausa de 5 minutos, pessoal! — gritou o instrutor à todos os presentes na arena.

À medida que os semideuses afastavam-se, dirigindo-se a arquibancada de pedra do local, Ann-Ronwe voltava a pensar o que diabos estava fazendo ali no meio deles. Por mais que realmente fosse parte da realidade daqueles seres ela não era uma deles, e importava-se com os mesmo tanto quanto importava-se com casamentos de celebridades. De repente,  gritos puderam ser ouvidos e ao longe a sombra de aves preencheram sua visão.

Os murmúrios dos vivos incomoda os mortos
que de suas covas sombrias invejam
o fio de vida que os ecos da Terra ressonam

Sua intenção inicial era não se envolver, apenas virar as costas e voltar para o chalé onde ficava. Seus frios olhos azuis apenas ficaram a fitar a cena que discorria, com semideuses correndo para longe machucados, novatos que gritavam em desespero, veteranos que tentavam de alguma forma conter todo o caos. Tudo aquilo era um grande inconveniente. Todos deveriam ser capazes de controlar seus próprios desesperos e tomar conta da situação, mas lá estavam eles correndo por suas miseráveis vidas.

Alguém ao seu lado conteve um grito de surpresa e apontou para cima da cabeça de Ann-Ronwe. No alto de sua cabeça, flutuando em um brilho arroxeado estava figura de um corvo. Então era Hécate... Sua expressão permaneceu inalterada, mergulhada naquele tom de marasmo que ela sempre possuía. Diferente dos demais que sentiam-se felizes (ou com muita raiva em alguns casos), a morena não sentia absolutamente nada. Porém, seus planos de virar as costas e ir embora foram destruídos por aquele corvo flutuante.

— Você! — gritou um dos instrutores apontando para a garota, que com preguiça o fitou. — Pegue um escudo e uma arma, vamos ajudar os demais.

Ajudar? Ann-Ronwe queria mais é que todos explodissem em suas existências patéticas. Assim como ela, eles eram criaturas que não deveriam sujar a Terra com seus passos. Eles eram a imperfeição da natureza; uma impura e abusiva existência. Porém ela tinha noção daquilo, os demais apenas acreditavam que suas vidas eram algo normal.

Ann-Ronwe armou-se com uma clava na mão esquerda e o escudo na direta, em um coldre na perna um punhal estava guardado. Ela não estava indo ao salvamento de ninguém, não era do tipo de pessoa que salvava aberrações sem que houvesse um motivo extremamente bom para tal, não havia um tampouco. Ela estava indo apenas para terminar o treinamento que fora interrompido. Estava indo para exterminar pragas, não para salvar feridos.

A alma daqueles que vivem
às vezes pode estar mais morta do que
as reais almas que habitam o Submundo

— Cuidado! — O grito de alguém fez-se ouvir por trás de todo o gralhar das aves.

Ann-Ronwe girou nos próprios calcanhares e com força atingiu as costas de uma das aves com a clava, batendo novamente no bicho quando ele caíra no chão até que se transformasse em pó.

Ao redor outros campistas lutavam com os animais que mais pareciam um tufão de penas e bronze. Alguns tentavam correm em fuga, outros estavam machucados demais para se quer moverem-se do chão onde estavam caídos, para estes Ann-Ronwe guardava especial desprezo.

Enquanto adentrava a arena a morena batia a clava no escudo, fazendo um som alto de metal contra metal, vários outros semideuses faziam o mesmo. Um dos instrutores havia gritado que barulho incomodava aquelas aves, por este motivo a arena agora havia se transformado em sons de metal contra metal e gralhares. Ann-Ronwe bateu no dorso de uma ave à frente que pareceu ter se descontrolado por alguns segundo devido ao som. Quando o monstro caiu ela usou o escudo para amassar a sua garganta.

Girou a clava horizontalmente para a esquerda, acertando o rosto de uma das aves e a transformando em pó quase que instantaneamente. Já havia evaporado cerca de sete aves daquelas, mas a sua vontade real era evaporar a pessoa estúpida que havia as deixado escapar. Ergueu o escudo sobre a cabeça do lado direito e moveu a clava de baixo para cima à sua diagonal esquerda; uma ave chocou-se contra o escudo, outra fora atingida pela clava. Retornou então a batucar a arma contra a superfície convexa do escudo de metal. Acima dos sons ela ouviu um “socorro” gritado por um semideus caído há uns três metros de distância.

Ann-Ronwe apenas o fitou fria e inexpressivamente por alguns instantes antes de chutar para ele uma espada de bronze que, assim como várias outras armas e objetos, estava jogada no chão – provavelmente largada às pressas e desespero por aqueles que estavam ali anteriormente. O rapaz estava bem machucado e sua mão sangrava, não conseguiria segurar a arma tampouco manejá-la, mas Ann-Ronwe pouco se importava com isso. Ela não ligava para semideuses, feridos ou não, e muito menos para aqueles fracos que preferiam pedir por ajuda antes mesmo de tentarem ajudar a si próprios. Se ele não sobrevivesse seria uma pessoa estúpida a menos no mundo, tal como um meio-sangue; a existência dele não abalava-se, tal como sua não-existência também não o faria.

— Hey! — Um instrutor chamou-a arrastando o corpo de um semideus sobre seu ombro em direção à ela. — Ajude-me a leva-lo à enfermaria.

Ann-Ronwe ergueu o escudo, um ave bateu contra ele, e no momento seguinte ela a atingiu com a clava. Seus olhar pousou sobre o homem e uma resposta seca e arrastada foi proferida pelos lábios avermelhados dela:

— Não.

A Grimm não perdeu tempo em uma discussão com o outro, apenas deu as costas ao instrutor e o ferido e voltou à exterminar as pestes. EM determinado momento jogou o escudo no chão e com as duas mãos segurando o cabo da clava ela o golpeou várias vezes, tornando o barulho mais alto ainda. Apesar disso acabou sendo arranhada no braço pelas garras de uma das aves. Jogou a clava no chão e pegou o escudo novamente, que estava bem amassado. Sua canhota agora armada com o punhal.

A lâmina do punhal estava voltada para trás, o escudo à frente do corpo. Ann-Ronwe corria para frente, todos os treinos que já teve em sua vida voltando à sua mente quase ao mesmo tempo. Moveu o braço em um diagonal de cima para baixo, cravando a lâmina na cabeça de uma das aves; girou em um grau de 180 cortando a asa de outra, e logo a pisoteando quando esta atingiu o chão. Durante alguns minutos ficou naquela de ataque com o punhal e proteção com escudo. Até que alguns instrutores chegaram onde ela estava e começaram a controlar melhor a situação.

Ann-Ronwe retirou-se do lugar, desviando de aves e semideuses que estavam caídos no chão arfando cansados. Havia um corte no seu braço que sangrava, mas não parecia profundo, além de arranhões no rosto, ombros e mesmo nas pernas. Já esteve em pior estado, porém.

Seus olhos foram até o garoto desmaiado cercado por instrutores e filhos de Apolo, provavelmente o idiota que havia deixado as aves escaparem.

Arschloch — disse a garota friamente jogando o punhal e o escudo, quase que completamente destruído, no chão e retirando-se dali.

Talvez os Cães desejem almas
Almas dos vivos que ainda não cederam
à loucura da vida e ao medo da morte


poderes:
passivos:
[Nível 01] Perícia com punhais – Magos geralmente não possuem muita aptidão para combates que exigem força física, preferindo a destreza na batalha. Por isso, armas laminadas pequenas(punhais, facas e adagas) são suas armas ideias. Filhos de Hécate possuem grandes habilidades com tais armas, mesmo sem ter usado alguma antes.

[Nível 09] Aura Mágica – Filhos de Hécate possuem a aura mais desenvolvida que a da maioria dos semideuses, graças às propriedades mágicas desta. Tal aura afeta a qualquer ser que esteja enfrentando o semideus, seja de maneira direta ou indireta. A magia exalada oprime e desconcentra o inimigo, atrapalhando-o na batalha.
ativos:
None.
obs:
Desculpe se tiver muitos erros, não tive tempo de revisar. ;-;


Progênie de Hécate
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Re: [MPP] Invasão na Arena

Mensagem por Gaia em Dom Abr 26, 2015 4:05 pm

1. avaliação

Sua narração é muito deliciosa de se ler, você consegue fazer com que o leitor fique preso a cada parágrafo. A única crítica que tenho, que vai descontar no quesito de excesso de objetividade, no enredo e criatividade e um pouquinho em coerência em batalhas é o fato de que achei muito fácil para uma novata derrotar tantas aves de entifália, mesmo que com a estratégia dos sons. Você deveria ter imaginado que Ann ainda é novata, poderia sim ser habilidosa, mas nunca enfrentou tantos monstros assim. Senti falta também dos contra-ataques e ataques feito pelas aves, você não os descreveu, logo, não travou realmente uma batalha. Procure lembrar que você ainda é novata e há dificuldades.

Coerência Textual: 100/100
Coerência Batalhas: 80/100
Gramática e Português: 40/40
Criatividade e Enredo: 90/120
Objetividade: 20/40
Total: 330 de experiência + 200 dracmas + 50 xp
Fama: -4 Terror = Não ajudou os feridos em nenhum momento.
+2 Glória = Ajudou a matar as aves.

Condição: PV: 240/280

Obs: Reed não postou, portanto, deverá pedir uma MPP depois.
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