[TRAMA] RISE OF A NEW WORLD

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[TRAMA] RISE OF A NEW WORLD

Mensagem por Tártaro em Qui Ago 20, 2015 6:09 pm


Janeiro, Grécia

O vento era um sussurro frio e calmo, até que ela chegou, mesmo tão distante do atual Olimpo, no Empire State, sua presença ainda era negligenciada no templo de seu pai. Uma nevasca caia forte do lado de fora e atingia praticamente toda a Grécia, ela mesma duvidava que poderia entrar ali se sua presença não fosse tão forte essa época do ano, o inverno. A deusa invernal revirou os olhos ao notar que seu cúmplice estava atrasado. O que só fez piorar a nevasca que ela estava causando. Um  deus entrou no local, levando a mão a boca em um bocejo lento. Olhou a deusa de cima a baixo, falando em seguida: - Eu sei, eu sei, estou atrasado, desculpe, estive planejando coisas. - Disse o deus e sorriu de forma impetuosa, duvidando que Despina fosse reclamar.

Despina por sua vez não parecia nada feliz com o atraso, sua expressão irritadiça fez a camada de neve do lado de fora aumentar e cair em maior frequência, com tom irônico e sorriso de escárnio respondeu: - Com certeza estava planejando. - Disse, frisando ironia e se encostando numa estua de Poseidon. - Eu já fiz o que me mandou, comecei a estiagem no acampamento e meus filhos estão constantemente me mandando informações. E agora, qual o próximo passo do plano? - Perguntou ela no final das contas, provocando um sorriso no rosto do deus.

A divindade sorriu, sua maldade transparecia e seu semblante no momento estava tão forte que Despina nem ousou reclamar outra vez de seu atraso, ou afirmar que o deus estava dormindo em vez de planejando, ele simplesmente sorriu maleficamente e pronunciou: - O próximo passo? - Perguntou ele retoricamente. - É o Olimpo! - Disse e fez a cabeça de pedra de Poseidon explodir em pedaços. - O FIM DO DOMÍNIO DE ZEUS SE APROXIMA! - Gritou esticando os braços para o ar e riu, riu a plenos pulmões de forma estridente, e sarcasticamente sua risada acordou toda a cidade a abaixo deles.


...

Fevereiro, Tártaro

No coração do Tártaro, onde até mesmo os maiores Titãs não eram capazes de entrar, um deus, com muito esforço, alcançou a localidade. Sua linhagem era forte no submundo, o que permitia sua entrada no lugar sem maiores problemas. O andar da divindade fazia um barulho suave, que se reproduzia por todo o solão de piso negro, dando um ar ainda mais ameaçador a ele. Mais adentro, as trevas eram extremamente densas e o deus puco enxergava, mas este era guiado, praticamente como se algo o atraísse para a direção certa. A respiração do ser era calma, lenta e controlada, não havia medo em seu coração, muito pelo contrario, existia somente uma nostalgia, uma que dominou seu corpo. Ao chegar no final do salão, não conseguia ver nada, mas sabia exatamente o que havia ali e que não seria capaz de progredir muito mais.

A divindade tocou uma maçaneta e um feche de luz dourado iluminou o salão por alguns segundos, então as trevas se dissiparam indo em direção ao corpo do deus e sendo absorvidas por este, agora ele podia ver o local. O mesmo era bonito, longo, todo trabalhado em um material negro, tão puro que refletia tudo como um espelho. Observando melhor o deus repousou seu olhar sobre estatuas que decoravam o salão. Todas lindas, de um tamanho gigantesco e assustador, mas nada que se comparasse ao deus. Parecia que cada uma daquelas haviam sido esculpidas como cristais, feitas do mais puro gelo que de tão intensas eram esbranquiçadas como uma geleira. E os deuses nas estátuas? Tão mortais quanto aquele que os admirava.

Olhou outra vez para sua frente e viu um portão negro, feito completamente de ferro estígio, com gravuras em grego antigo e desenhos milenares. Se concentrou no que iria fazer, focou seu pensamento na ideia de abrir aquela portal, usando toda sua força divina. Ele tentou e o portão tremeu, mas não se abriu, o deus frustado tentou outra vez, mas não parecia adiantar nada, a cada forçada que ele dava no portal se esforçava mais e mais. Dos arredores do portal uma substancia vazava, como se tentasse fugir de lá de dentro. O deus a observou e não soube definir o que era aquilo.

Se parecia com uma mancha negra, mas era espessa como tinta, de qualquer maneira não havia uma forma física, cada vez que saia de dentro da porta parecia escapar como fumaça e mesmo com as várias tentativas não pode ser tocada. O deus ignorou "aquilo" e continuou forçando a porta de ferro. Mesmo que passasse o resto da sua eternidade ali, forçando, forçando, nada aconteceria, exceto que a cada forçada aquela substancia vazava em maior quantidade, flutuando um pouco ao seu redor e sumindo em seguida. Em um estado de fúria devido aos fracassos o deus  resolveu demonstrar sua verdadeira forma, se transformou e forçou a porta de uma vez por todas, se concentrando por completo em abrir esta.

O esforço fez a porta se entreabrir e se fechar com força, o conflito de poder foi tão grande que arremessou o deus longe, fazendo este voltar a sua aparência mortal, deitado no chão. Com esforço ele se levantou, caindo de joelhos em seguida, por ainda estar tonto. Olhou para a o portal e nada mais vazava por este, ele gritou com raiva: - MALDIÇÃO! - Pronunciou, fazendo o chão ao seu redor trincar completamente, como um espelho rachado. - Eu vou te libertar, nem que seja a última coisa que eu faça. - Murmurou pra si e sumiu do lugar, deixando que as trevas aos poucos, escondessem o vasto salão.


...

Maio, Submundo

Hades estava à beira da insanidade. Seu reino estava uma loucura. Os campos de punições não surgiam tanto efeito quanto antes e muitas das torturas não causavam mais do que risos nos que estavam sendo punidos, mesmo assim ele se certificou de impedir que qualquer espirito escapasse. Ao mesmo passo, tudo ia de bom a ruim nos Elísios. Todos os espíritos que residiam em paz não conseguiam o fazer, pareciam assutados e muitas vezes ele tinha a impressão que estes é que estavam sendo torturados. O pior? Nem mesmo o Deus dos Mortos sabia o que estava acontecendo em seu reino e o que fazer pra consertar aquele problema.

O deus dos mortos entrou no seu salão principal e encarou seu trono. Sentia um aperto enorme na garganta e a última coisa que faria seria anunciar publicamente seus problemas. Completamente irritado foi até os campos da punição, levando com si um dos chicotes das suas Fúrias e foi pessoalmente torturar uma alma. Antes sentia prazer em torturar os malignos que caiam em sua mão, agora não sentia nada mais que raiva, completamente cegado de fúria por sua impotência quanto a situação, estralou o chicote em uma alma que havia pegado um eterno castigo de chicotadas, empenhou toda sua força e raiva na tarefa e por algumas chicotas a surpresa atingiu o rosto do torturado que nunca havia levado uma chibatada tão dolorosa.

Poderiam falar qualquer coisa de Hades, menos que ele não sabia manejar um chicote. Os golpes rasgavam a lombar do torturado, fazendo cortes profundos, trazendo pedaços de de carne e pele de volta com a arma. Os gritos eram estridentes e perturbavam os outros no local, mesmo que estes não sentissem mais seu castigo com eficacia, ficavam horrorizados com a cena. O sangue escorria aos montes, e mais algumas chibatadas no mesmo local fizeram o deus dos mortos avistar um pequeno pedaço de osso, tão branco quanto um iceberg. Com raiva Hades foi até o espirito espirito e pegou na espinha do mesmo, que havia se exposto com os golpes, de uma só vez arrancou a coluna vertebral do fantasma e a segurou com as mãos. O trabalho para muitos pareceria concluído, mas como todos os castigos físicos do submundo, as almas se recuperavam para que pudessem ser alvo de tortura mais uma vez, e mais uma vez, até o fim dos tempos.

Uma vez recuperado Hades passou horas espancando a alma, só que tudo piorou conforme as pancadas, a cada nova chibatada a alma se contorcia menos e a dor estampada em seu rosto era menor, não importando quanto empenho colocasse na tarefa precisava descansar por alguns instantes a chibata para que ela voltasse a fazer efeito. E mesmo que ficasse ali o dia inteiro não conseguiria torturar todos naquele local ao mesmo tempo, e nenhum outro ser no inferno além dele conseguia causar esse efeito. O deus deixou o local e voltou para seu trono, se sentando no mesmo. Completamente irritado pegou um copo de néctar alcoólico, precisava relaxar para pensar e não iria deixar que nada acontecesse a seu reino, estava tudo errado, mas ele iria se empenhar completamente em esconder a situação, não importando consequências.


...

Julho, Acampamento Meio-Sangue

Quíron parecia sempre esperar uma guerra, mesmo depois de vários anos desde a batalha contra Cronos. Alguns hábitos nunca morrem, ainda mais com a eternidade. Por mais estranho que fosse, o centauro sempre acordava e esperava um sinal, algo que indicasse uma nova e turbulenta era. Já fazia alguns meses que esse sinal havia chegado, estiagem: Como um câncer que se espalha por um ser, a estiagem impactou todo o acampamento. Plantas morrendo: dríades ameaçadas e as barreiras enfraquecidas. Tudo isso começou da noite pro dia, sem quaisquer explicações, alguns meses depois que os filhos do deuses menores haviam chegado no acampamento, tendo seus próprios chalés.

Os primeiros acusados foram os filhos de Despina e sua mãe, já que isso se iniciou tempo depois da chegada dos mesmos. Contudo, não havia qualquer tipo de prova, e mesmo que desejasse provar, Quíron não teria tempo o suficiente para investigar. Uma semana antes dessa manhã o próprio Olimpo em presença desceu até o acampamento em um dos eventos massivos, anunciando um torneio: Mortes permitidas, mas ao que tudo indicava os mortos seriam ressuscitados no final. Por isso, mesmo com a morte de varias náiades e dríades, o foco dos filhos do Olimpo foi transferido a outra coisa, batalhas até a morte.

Semideuses já haviam anunciado na Casa Grande sua entrada para o torneio e a cada nova inscrição sua preocupação aumentava. Talvez fosse só coisa da cabeça dele, mas algo dizia que tempos turbulentos iriam chegar e não era hora pra entretenimento olimpiano, caso desejassem sobreviver. A cada dia que se passava mais inscrições eram enviadas ao Olimpo, todos podiam participar desde que tivessem a cara e a coragem, agora o assunto que antes passeava na boca de todos com frequência, havia acabado de ser esquecido quase por completo. Não importava se os espíritos da natureza estavam começando a aparecer mortos ou se os campos de morangos pareciam um pote enorme de sorvete, de tão congelados. Muito menos se a florestava estava fria e não úmida, ou se a grama estava completamente seca. Nada disso importava para ninguém além do Sr. D e Quíron, pois  Olympus Tournament se aproximava.

Medo do Olimpo? Presunção? Negligência por parte dos Olimpianos, insistindo que nada estava acontecendo? Quíron não sabia ainda, mas tinha esperança de descobrir o que aquele torneio significava, para todos os efeitos tinha que fazer tudo naturalmente, treinar os semideuses que se inscreverem pro evento e apoiar as decisões olimpianas. O centauro já havia passado por muitas guerras para não notar uma que se aproximava, sentia que batalhas seriam travadas e não ficaria parado, caso pudesse fazer algo.


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