Ontarios Lake's Rescue

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Ontarios Lake's Rescue

Mensagem por Hunter Butler em Sex Mar 20, 2015 10:07 pm


we miss the yellow submarine
descendo pelos lagos da América
C A P I T U L O - I
Destacado para uma missão exterior. Hunter não conseguia demonstrar melhor o seu contentamento. Quando Quíron quis mais uma conversa com o rapaz, ele automaticamente pensou que havia problemas no acampamento novamente. Torna-se uma situação rara, um dia sem uma luta ou briga. As criaturas pareciam perder lentamente a sua consciência. As visitas à floresta eram ainda mais perigosas, e bem mais reservadas. Contudo, a sua sorte parecia estar a mudar. Pelo menos, parecia. Emblemático, entrou em passo acelerado na Casa Grande e ouviu o que o centauro tinha para lhe dizer. A situação, embora boa para o rapaz, não se comparava com as suas pequenas missões interiores. Um grupo de ninfas tinha sido sequestrado do lago do acampamento aquela noite, e era de extrema importância a sua recuperação. - Certo, isso quer dizer que posso ir mano a mano? – Questionou, posicionando-se perto da porta com as costas direitas. Quírion explicava como o salvamento iria decorrer. Ele viajaria até Nova York, onde procuraria Toe. - Toe? – Curioso, o rapaz perguntava.  - Isso é alguma espécie de alga mágica que me vai fazer encontra-las? – Quírion, no seu insensato mistério, apenas confirmou que Hunter descobriria quando a encontrasse.

Os preparativos foram completos, e o filho de Poseidon pode finalmente dar um passo fora do Acampamento Meio-Sangue. O ar não era mais puro, nem a terra mais sólida. Apenas diferença da sensação de proteção, que desaparecia enquanto Hunter afastava-se. À medida que descia a colina, Hunter buscava a dracma que lhe tinha sido oferecida para o seu transporte. - Isto deveria vir com instruções. – Resmungou o rapaz, desajeitado por natureza. A quantidade de armas que o rapaz levava não eram equivalentes ao tamanho da missão. A sua simplicidade podia ser tanto defeito como qualidade. Hunter portava apenas seu escudo e espada, os presentes que seu pai lhe tinha dado por sua reclamação. Mesmo assim, com as armas guardadas, demorou para conseguir contar umas quantas dracmas na sua mão. Apenas uma moeda dourada, conhecida como Dracma. A unidade monetária do Olimpo, possuía a efígie de Zeus gravada de um lado e o Empire State Building do outro. - Stêthi. – O grego antigo fluía pela sua boca, apesar de ele não saber como. - Ô hárma diabolês! – “Pára, Quadriga da Danação!”.  Hunter atirou a moeda para o chão, mas em vez de bater no solo terrestre, a moeda foi engolida pelo gramado. Foi esse o momento que o solo começou a borbulhar. O rapaz afastou-se. Marcas, vermelhas como sangue, brotaram do solo. Tais marcas formavam um retângulo, algo parecido com um lugar de estacionamento. Vindo dos céus, duas luzes surgiram numa velocidade absurda. Parados, ois dois focos luminosos construíram um automóvel no lugar vermelho, que aos poucos revelou ser, na verdade, um táxi. Este, cinzento-escuro, não era feito de metal. Parecia ser feito de fumo, como se fosse possível sequer atravessá-lo. - Ora, pensei que houvesse um espetáculo de luzes mais criativo. – A janela do condutor baixou, revelando uma velhota que colocou a cabeça de fora. “Passagem? Passagem?” Perguntava ela, de uma forma absurdamente alta. - Um mestiço, para Nova York. – A porta dianteira abriu-se, e Hunter pôde entrar.

Dentro do táxi, o automóvel parecia ser muito mais sólido. O assento, irregular, era desconfortável, e o próprio espaço cheirava a podre. Porém, Hunter e a velhota não eram os únicos no espaço. Mais duas velhas, aproximavam-se do visor, procurando detalhes sobre a vida do semideus. Todas as três velhotas, amontoadas no assento da frente. Todas elas de cabelo pegajoso, de pele caída e com um só olho. Sim, só um olho. Talvez, um só olho dividido pelas três. A velha berrou o nome da cidade e pisou no acelerador. O estrondo fez com que Hunter batesse no encosto, aumentando o seu ritmo cardíaco. O altifalante afirmava qualquer existência de um cinto de segurança. Por momentos, o rapaz pareceu não tão desesperado.
O veículo era um completo manicómio. As três velhotas brigavam pelo olho, relevando saber o destino de cada um. Depois, acabaram por brigar pela dracma que o filho de Poseidon tinha oferecido para pagar. - Se quiserem, eu tenho mais. – Perguntou, receoso, Hunter  que só queria que a atenção estivesse colocada na estrada. Porém, quando as três viraram-se para a face para o banco traseiro, lançando um poderoso “não” coletivo, o seu coração pulou para fora do seu corpo. - Virem-se para a frente! – Pediu o rapaz, agarrando-se aos outros acentos do banco, pisando algo de estrutura mole no banco traseiro. “Árvore!” Guinchou uma das velhas, enquanto a outra ordenava uma travagem. Mas em vez disso, o veiculo virou numa outra direção e entrou na estrada. “Lembras-te quando Jasão viajou cá, Tempestade?” Perguntava-se uma das velhas, recompondo-se ao lado da outra com um ar apaixonado. “Não me lembres disso, foi à três mil anos! Sua velha morcega, devolve-me o olho!” O táxi voltou a virar, agora em sentido contrário. Uma das velhas, talvez a Tempestade, lutava pelo olho que a outra possuía, resmungando por ela possuir o dente daquela vez. - Não estou a sentir-me muito bem. – Afirmou Hunter, com a mão na barriga, sentindo uma nova curva pelo caminho. Mas, a velhota que estava ao volante agarra Tempestade pelos cabelos. “Devolve-me o dente! Sua malcriada.” Uma chapada voa na sua direção, vinda da outra idosa que lutava para agarrar o olho pela primeira vez. “Ira, o dente é meu hoje!” Afirmava Vespa, enquanto sofria de arranhões por parte de Tempestade. - Não sei se querem saber, mas vamos em contra mão! – Afirmou Hunter, mas novamente, deveria ter estado calado. As três pararam de lutar, viraram-se para trás e afirmaram, em conjunto: “Nós sabemos!”


C A P I T U L O - I I
A viagem mais atribulada da sua vida tinha acabado finalmente. Hunter sentia que o seu estômago tinha ficado na autoestrada.  O táxi já tinha desaparecido, e o rapaz já estava em plena cidade de Nova York. - Agora é só encontrar um... Toe e depois as ninfas. – Resumiu o rapaz, enquanto uma estranha sensação assumia o controlo da sua cabeça. “Ainda bem que já chegaste, não temos tempo, tempo, tempo, tempo a perder!” Hunter assustou-se com a estranha invasão. Seriam Mentalistas a tentarem comunicar? “Não, não sou uma Mentalista. Como filho de Poseidon, podias conhecer-me melhor!” Era como o seu pensamento estivesse ligado à voz feminina da sua cabeça. Ele simplesmente pensava, e a voz respondia as suas dúvidas. Mas, nunca parava dizer que o tempo era escasso. “Vem ter comigo ao New York Aquarium, eu encontro-te ao lado dos tubarões. Mas vem depressa. Depressa, tempo, depressa, depressa!” Hunter, sem qualquer noção do que tinha sucedido, era assaltado por uma sensação de vazio mental. Assim soube que quem o estava a contactar estava fora da sua cabeça. - Toe? Será? – Para o filho de Poseidon, Toe seria um objeto que o ajudaria. Nunca pensaria que seria algo orgânico. Contudo, parecia estar bem enganado.

Sem alternativa, dirigiu-se ao Aquário de Nova York. Um espaço enorme, de cor clara e azul, carregado com vidros e luz solar. Os animais marinhos pareciam comunicar perfeitamente com o rapaz, e para se manter focado no seu objetivo, tentou ignorar o facto de ser seguido por múltiplos peixes quando se aproximava. Na sua mão possuía um pedaço de papel dado pelo Aquário. Além das informações sobre as espécies presentes, possuía um mapa de cada tanque que o edifício possuía. “Tanque dos tubarões – ALA NORTE 21”. Hunter senti que estava no caminho certo. Se quem o contatava era Toe, menos tempo iria gastar com a sua missão. Como não era de esperar, o Tanque dos Tubarões estava vazio. - Toe? – Perguntou, enquanto caminhava pelo espaço escuro, iluminado em tons de azul aquário. Ouviu rodas a chiarem pelo chão e, por fim, uma esfregona. Uma mulher de macacão limpava o chão, com um detergente com um cheiro forte e sintético, perto do tanque. - Hm, desculpe. Esteve aqui alguém com uma aparência meio... Hm, diferente. – O rapaz nem tinha conhecimento da aparência de Toe. Por tanto, estaria realmente a dar um tiro no escuro. Quando a mulher de macacão virou, Hunter constituiu certezas, mas acabou por recuar. Olhos verde-água, com a pele em tons de amarelo. Escamas saiam pelas suas bochechas, e voltavam a entrar nelas, desaparecendo de vez a vez. – Hunter! Que bom ver-te finalmente. Pelo que Quíron falou, pensei que fosses mais musculado! – O filho de Poseidon sofreu um abraço da parte da estranha mulher de macacão. Um abraço apertado e molhado, com um cheiro a peixe e a água salgada. – Ora, sou eu. Toe. Dããh! Depressa, tempo, tempo escorre sabes? Não temos tempo! – O rapaz tinha acabado de abraçar uma Nereida. Toe, a veloz. Estranhamente, foi como se a conhecesse desde que nasceu. – Acho que Quíron mas eu pedi ao meu pai que localizasse as ninfas quando soube do seu desaparecimento. – Afirmou a mulher, agarrando na mão de Hunter e puxando-o para a porta do Aquário. Uma escadaria seguia para o tanque, onde eram alimentados os tubarões. – Elas estão num lago, mas nem eu nem as minhas irmãs constituímos força suficiente para as tirar de lá. Agora, eu vou levar-te até o Lago de Ontario, mais precisamente no seu inicio. A partir daí ficas da tua conta. – Toe deu uma gargalhada forte e pulou para o tanque. O rapaz ficara preocupado, mas Toe era uma Nereida. Tubarões não a magoariam... Ele pensava que, pelo menos, isso não ia acontecer. - E... Como vais levar-me até lá? Opa, vai haver algum teletransporte místico?! – Entusiástico, o filho de Poseidon perguntou. Mas, em vez disso, Toe apenas ordenou que ele entrasse na água.


Toe era de confiança. Ele sabia disso. Mergulhou no tanque. Era como se voltasse a comunicar telepaticamente com a Nereida. “Dá-me a tua mão. Promete que as vais encontrar.” O rapaz obedeceu, cruzando os dedos com as escamas de Toe.  Ele realmente não tinha muitas escolhas. - Ué, eu prometo. – Afirmou, sorrindo. Ele tinha que encontrar as ninfas, custasse o que custasse.

Os corpos dos dois seres sumiram em bolhas. Começou por ser algo gradual, mas assim que Hunter deu as mãos a Toe, o seu corpo simplificou-se de forma extrema. Ele resumia-se a um pequeno conjunto de bolhas de ar num tanque de aquário. “Pronto? Por alguma razão eu sou Toe, a veloz”. O rapaz não teve oportunidade. As bolhas moveram-se pela água do tanque e desvandeceram-se no filtro do aquário.
Uma manifestação. O aglomerado de bolhas lançava-se com facilidade e velocidade pelos canos do esgoto, acabando por dar ao mar. Na água salgada, a velocidade ainda aumentou. O filho de Poseidon podia ver tudo, menos o seu corpo. Era como se fosse um simples estado de espírito. Podia ver os peixes que os encontravam, os barcos que sentiam um abalo com a sua passagem e até as correntes de água que se quebravam com a velocidade incrível de Toe. Ela era a veloz. Chegar ao Lago de Ontario seria fácil.
O ritmo abrandou quando entraram no rio, mas foi no final do calde quando sentiu o seu corpo a formar-se novamente.  Hunter estava novamente de mãos dadas com Toe, dentro de água. Não havia tubarões, nem peixes. Apenas a corrente. As bolhas desapareciam lentamente, enquanto Toe largava as mãos do semideus e nadava para o de cima. Seguiu-a. Ele agora poderia ver a sua cauda longa e rápida como um espigão. O ar que entrou nos seus pulmões era diferente. Mais puro, mais limpo. Uma paisagem florestal imensa acabava por deliciar o semideus. Nadou até à margem, onde se deparou com Toe a secar ao sol. - Muito obrigado, hein. – Agradeceu o rapaz, enquanto a Nereida voltava para a água. – Toma cuidado, Hunter. Não sei o que as raptou e porquê. Mas elas são minhas serviçais, e mais importante, ninfas! Confio em ti que continues o que prometeste. E... Usa isto para voltares ao acampamento. Basta colocar água e dizer o meu nome.- E Toe entrou dentro de água, atirando um colar azul na direção a Hunter, uma safira polida e bonita. Deixando o filho de Poseidon sozinho, refletir sobre uma nova estratégia para encontra-las.

C A P I T U L O - I I I
Hunter viajava de baixo de água, utilizando o seu sonar para as encontrar. No entanto, em vão. O lago não era só extenso, como também profundo. Elas podiam estar em qualquer lado, mas o rapaz procurava com o auxílio de peixes que tinha manipulado, ganhando alguma possível confiança. Avaliando os factos, o Lago de Ontario tinha mais de vinte ilhotas, cinco grutas exteriores e uma quantidade inimaginável de grutas interiores. Hunter nunca acabaria a sua busca, se não fosse o estranho sentido do sonar a avisá-lo de perigo. Dois monstros marinhos rondavam uma ilhota, como se estivessem a guardá-la. Foi motivo mais que suficiente para chamar a sua atenção.

Elevou-se novamente à tona e subiu. Mantinha-se em cima de água como se esta fosse sólida. A ilhota estava a vinte metros de si, e os dois monstros tinham simplesmente desaparecido. - Será que eles sabem que... – No seguinte instante, dois Chuuls lançam as suas pinças fora de água. Hunter desvia-se de um, mas o veneno paralisante atinge-lhe uma perna. A água faz os seus efeitos de cura, mas o tempo para a defesa era desproporcional. O escudo emerge rapidamente, atingindo o seu antebraço. A água envolve o filho de Poseidon, protegendo-o. Os dois Chuuls são lançados novamente para a ilhota. - Estava a ver que nunca mais. – Comentou Hunter, conseguindo levantar-se. A água à sua volta quebra, como uma bolha. Hunter pensa duas vezes ao ver os Chuuls voltarem para dentro de água. Ali ele não conseguiria fazer nada mais do que curar-se. Apesar da sua força aprimorada, os movimentos de Chuuls eram imprevisíveis. Respirou fundo, e agarrou o cabo de sua espada. Fechou os olhos, e deixou-se levar pela concentração. O Sonar atingiu o limite da água e expandiu-se. Hunter via os dois Chuuls a nadarem na sua direção. Lado a lado. Com um espaço entre eles estranhamente limitado. Era a sua oportunidade.
O rapaz começou a correr rapidamente, levando a lâmina da espada a entrar dentro de água. A sua velocidade era incrível, muito maior do que alguma vez fora em terra. - Aha! HOLÉ! – A lâmina passa rapidamente por um dos Chuuls, que é cortado ao meio. Outro, atira o seu tentáculo contra Hunter. Este, move-se rapidamente e utiliza a água a seu redor. Através da hidrocinese, cria um tentáculo de água para agarrar o Chuul. - Ora ora, então é esta coisinha que me está a chatear? – Perguntou Hunter, sorrindo até mesmo para a criatura. Envolveu o Chuul que restava numa bola de massa aquática, e deixou-a a planar no ar, poupando a criatura.

Hunter explorou a pequena ilha sem problemas. Deparou-se com uma gruta subterrânea, e ele sentia a presença das ninfas. Adentrou na mesma, escura, com um cheiro desagradável. O local úmido tornava o filho de Poseidon mais forte, porém Hunter constava com um problema: o desconhecido. O local era escuro, com uma quantidade de efeitos sonoros tenebrosos. - Vá Hunter, é só uma grutinha. – Tentou repensar numa estratégia para o alegrar, mas a cada passo a sua motivação parecia cair. As ninfas podiam nem estar ali, no entanto, ele era atraído para o local.
A escuridão chegou a desaparecer. Uma clareira de rochas subterrânea surgiu. Um enorme portão maciço e cúbico, como se fosse de um período nórdico, com a marca de um tridente fechava a passagem. À sua frente, uma praça decorada com um circulo em pedra branca e um caminho fundo até ao portão. Hunter questionava-se a validade do que via, porém fora salvo pelo seu Sonar novamente. Hunter virou-se, deparando-se com uma mulher cobra armada com um escudo branco e uma lança, vinda na sua direção. - Eita, pelo pai Poseidon. O que raio aconteceu com esta senhora? – Questionou o rapaz, recuando alguns passos à medida que a Dracaenae assumia o controlo da batalha. A mulher cobra levantou o braço que portava a lança e atacou. Hunter, para se defender, colocou o escudo à sua frente. O barulho entrodecedor ecoava pelos seus ouvidos. Forçou o escudo, e lançou-se contra o monstro. Desativou a sua espada, abrindo a mão. Uma bola de água surgiu, uma esfera perfeita. Atirou-a contra a face do monstro, obrigando-a a fechar os olhos. Hunter correu, afastando-se da Dracaenae. Mas não conseguiu deixar de notar no que se sucedia a seguir: algumas pingas da água que fora lançada caiam na pequena praça branca, e seguiam ferozmente contra o tridente do portão, fazendo com que este começasse a tremer levemente. Seria essa a chave?

A Dracaenae recompunha-se, buscando o filho de Poseidon. Este, criava uma película de água pelo chão da gruta, visando o percurso do monstro. - Hei, amiga! Estou aqui? Vais dizer que não cheiro bem, hein? – O olhar da mulher cobra, enfurecida, buscou Hunter violentamente. Assim que o encontrou, lançou-se contra o semideus sedenta de sangue, nem se apercebendo por onde estava a pisar. Hunter invocou novamente a sua espada e cravou-a no chão. Um temor de terra surgiu, lançando a Dracaenae diambolante num desequilíbrio total, caindo no chão. O semideus não estou muito mais. O filho de Poseidon faz uma torrente de água surgir de baixo da Dracaenae, lançando-a na diagonal contra a parede. Através dessa torrente, Hunter manipula a água para prender o monstro numa nova semi-esfera contra a parede. - Prontinho, acho que assim não causarás problema nenhum. – O rapaz recolheu as armas, voltando aos seus objetos pessoais. Estava cansado, mas ao mesmo tempo, encontrava-se num delírio total. Uma alegria, um passatempo completo!

Hunter perguntava-se se a água ativaria o portão e, assim que experimentou, estava certo. Criou uma quantidade relativa de água no ar e deixou-o cair delicadamente sobre a praça branca. A água saiu disparada contra o tridente, enchendo-o. O portão gemeu, movendo-se lentamente para os lados. Os cubos subiam, desciam, em sons demolidores. Uma luz azulada escapava do interior da nova gruta que se formava, e sete ninfas dormiam perto de um chafariz.

C A P I T U L O - I V
O semideus correu para dentro da gruta. Pensara duas vezes na sua ação. Uma possível armadilha? Claro que podia ser. Contudo, as sete ninfas acordavam aos poucos, sorrindo com vontade para o rapaz. - Hey! Vocês são as ninfas desaparecidas, não são? – Uma das ninfas, com cara de poucos amigos, cruza os braços com uma expressão irónicas. "Não, não, estamos tirando férias numa gruta, guardadas por uma cobra com corpo de mulher." Hunter entendeu isso como um "sim" bem claro. - Então... Suponho que vocês não saibam quem vos raptou. Ok, tudo bem, vamos tirar-vos daqui. – Agarrou no colar dado por Toe, entrando dentro de água onde as ninfas repousavam. As sete ninfas formaram um circulo, onde Hunter também participou. Ao longe, ouvia-se a Dranaecae a libertar-se da esfera de água, tomando novamente as suas armas. - Vamos ver se isto funciona, e rápido. Toe. – Mergulhou o medalhão na água do chafariz, e sentiu o seu corpo a entrar numa explosão de espuma e água salgada.

(...)

O semideus acordou na enfermaria. Quíron foi rapidamente chamado quando o rapaz abriu os olhos. Fora-lhe dito que tinha chegado ao acampamento de uma forma estranha, dando à costa na Praia dos Fogos com as sete ninfas. Estivera inconsciente durante a noite, e foi precisamente esse período de tempo que fora necessário para o cheiro a peixe desaparecer. - Opa, mas as ninfas estão bem não estão? – Perguntou Hunter, preocupado. Quíron mantinha a sua expressão cansada, mas o rapaz começara a raciocinar desde o episódio com os sátiros. As criaturas estavam a perder o lado consciente. Não era de admirar que isso também acabasse por mudar completamente o mundo monstruoso. As ninfas já se refrescavam no acampamento pela manhã, enquanto o semideus voltava para o chalé número três. Para sua admiração, deparava-se com um presente em cima da cama. Um tridente azulado, com um bonito bilhete escrito num papel de cor verde: Obrigado por teres mantido a promessa, dizia em letras perfeitamente alinhadas, com um cheiro a peixe peculiar.


ITEM:

Tridente de Toe [Metal Azul e Saphira // Um tridente criado nas Forjas de Poseidon. É uma arma longa, com três pontas como um garfo, apesar da do meio ser bem maior. O tom azulado do metal rompe com o azul escuro do safira, presente em vários adornos do tridente. Quando ativado, o tridente cria uma camada fina de água à sua volta. Esta camada de água pode ser disparada com uma velocidade incrível, enfeitiçado por Toe, em forma de tridente contra o inimigo. > RESTRIÇÕES DADAS PELA ADM]


Cause I'll tell you everything about living free, Yes I can see you girl can you see me, Go and see the sorcerer look into a ball


Progênie de Poseidon
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Ficha do personagem
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Re: Ontarios Lake's Rescue

Mensagem por (EXST)Apolo em Sab Mar 21, 2015 9:56 pm

Avaliação

Hm... Bom, sua missão foi bem desenvolvida. Teve um enredo interessante e etc, seu português também foi bom. Maaas... Eu senti falta de uma coisa: dificuldade. Ela aparentou ser bem fácil e missões hunters tem uma dificuldade mediana ou alta. As lutas não pareceram causar nenhum problema ao personagem, e não teve nenhum enigma super desafiador também. Enfim, o item é teu, mas a quantidade de exp e dracmas recebidas vai ser diminuída consideravelmente.

Recompensas:

Tridente de Toe [Bronze tingido de azul e saphira // Um tridente criado nas Forjas de Poseidon. É uma arma longa, com três pontas como um garfo, apesar da do meio ser bem maior. O tom azulado do metal rompe com o azul escuro do safira, presente em vários adornos do tridente. Quando ativado, o tridente cria uma camada fina de água à sua volta. Esta camada de água pode ser disparada com uma velocidade incrível, enfeitiçado por Toe, em forma de tridente contra o inimigo.] [Presente de Toe após cumprir uma promessa - Missão hunter]

75 exp + 50 dracmas

PV - 500/520
PM - 480/520
PR - 470/520
Deuses
Deuses
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(EXST)Apolo

Ficha do personagem
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9999/9999  (9999/9999)
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9999/9999  (9999/9999)

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