{ONE POST} ORPHAN CHILD

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Mensagem por Afrodite em Sex Abr 03, 2015 8:44 pm

1. Narração


A vida de monitor dos chalés não é tão fácil quanto aparenta. E Richard estava prestes a descobrir isso.

Quíron andava de um lado para o outro na Casa Grande, suas mãos cheias de papeis. Nos últimos tempos vinha recebendo reclamações de todos os lados. Ninfas ficando doentes, a eminente crise financeira por conta da fraca produção de morangos, os vários ataques causados por monstros. E como se não bastasse, lia agora uma carta de um sátiro pedindo por ajuda. Todos os outros sátiros estavam focados em suas próprias tarefas internas, então teria que fazer uma coisa que não lhe agradava: mandar um dos semideuses para o desconhecido. — Chamem Richard Nova Rider para mim! Tenho uma missão para ele! — Gritou para os sátiros, depois de examinar as fichas de seus campistas.

Quando o rapaz chegou, acompanhado pelos sátiros, o diretor de atividades não demorou em lhe passar as instruções. Não tinham tempo à perder. — Preciso que você viaje até Boston, rapaz. Um de nossos sátiros, Travis, encontrou um semideus poderoso em um orfanato. Mas, como é de se esperar, há monstros impedindo que eles cheguem até nós. Sua tarefa é trazê-los para cá o mais rápido possível e vivos! — Explicou o centauro, suas feições preocupadas e aparentando estar exausto. — Boa sorte, meu rapaz!

2. Off-Game


--> Seu prazo é de 72 horas.
--> Armas, itens, poderes e afins em spoiler no fim do post. Separe os ativos dos passivos para facilitar minha interpretação.
--> A missão é simples e dependerá de sua criatividade. Como informei acima, um sátiro, Travis, está enfrentando problemas em resgatar um semideus em um orfanato em Boston. Características e ancestralidade divina desse semideus são por sua conta. Você deverá viajar até lá (narre como e seja coerente), enfrentar a criatura que impede a saída do sátiro e do semideus e trazê-los para o acampamento.
--> Narre desde o que fazia antes de receber a missão até o momento que retorna ao acampamento.
--> Escolha também qual será o monstro que lhe espera no orfanato, podendo ele ser UM monstro de 3 estrelas ou DOIS de 2 estrelas.
--> Horário e clima à sua escolha.
--> Qualquer dúvida ou pedido de aumento de prazo poderá ser realizado por MP.
--> Boa sorte, moço.

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Re: {ONE POST} ORPHAN CHILD

Mensagem por Afrodite em Dom Abr 05, 2015 7:45 pm

~PRAZO AUMENTADO EM 24 HORAS~
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Re: {ONE POST} ORPHAN CHILD

Mensagem por Richard N. Rider em Ter Abr 07, 2015 8:44 pm

ORPHAN CHILD
RICHARD RIDER, O NOVA + Travis

-- Português?

Me virei, surpreendido com a chegada repentina da loira.

-- Ah -- fechei o livro, algo como um guia de conversação em português, e entreguei à garota -- Voltei há alguns dias de uma missão no Brasil. Resolvi tomar vergonha na cara e aprender direito.

-- Temos um rapaz estudioso aqui. -- ela continuou, sentado ao meu lado. Estávamos próximos ao lago de canoagem, em uma parte gramada.

-- Pura curiosidade profissional. Afinal, meu trabalho depende disso. -- Na verdade meu antigo trabalho, se você pensar bem.

-- Você nunca me falou com o que você costumava trabalhar.

-- Sério? -- Curioso. Havia algo a mais na mente dela, algo além de interesse. Talvez… Culpa? -- Eu era um la-

Na hora, eu fui interrompido. Por um sátiro. Mas, já que somos entidades supratemporais aqui - e eu tenho essa maravilhosa habilidade de quebrar a quarta parede -, vou terminar de falar. Eu era um ladrão. Não um ladrão chumbrega, assaltante de bicicletas. Mas sim um ladrão de obras de arte e itens valiosos. Já viajei da França ao Zimbábue, da Bélgica ao Panamá. E, se me permite a falta de humildade, eu até que dava pro gasto. Isso, claro, até meu time ser traído. E meu mentor ser caçado. E, depois, eu ser caçado - o que foi, aliais, porque eu morei um tempo em São Paulo. Claro que, no final, eu cheguei no acampamento e a perseguição parou.

Mas, vamos voltar ao sátiro.

-- Richard Rider, do chalé de Héstia?

-- Primeiro e único. -- respondi, me levantando.

-- Quíron precisa de você! -- ele falou, talvez um tanto quanto apressado.


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“Quíron precisa de você!”. Um pequeno disclaimer, aqui. Eu não sou contra participar de missões. Também não sou contra violência, apesar de muitos pensarem isso. Eu, simplesmente, gosto da morosidade de ficar de bobeira no Acampamento. Claro que sair pra esticar os músculos é sempre legal, mas uma caminhada perde muito da graça quando você tem que matar monstros, procurar crianças, apartar brigas. E, pra variar, eu aparantemente sou muito bom nisso.

— Preciso que você viaje até Boston, rapaz. Um de nossos sátiros, Travis, encontrou um semideus poderoso em um orfanato. Mas, como é de se esperar, há monstros impedindo que eles cheguem até nós. Sua tarefa é trazê-los para cá o mais rápido possível e vivos!

-- Eu sou a melhor escolha para a missão? -- perguntei, enquanto refletia. Meu set de skills não exatamente é do tipo porradeiro.

-- Rapaz -- começou o centauro, levando a mão ao rosto e apertando os olhos -- É um orfanato. Cheio de crianças. Não quero que você destrua o lugar, só preciso que você resgate os dois. De preferência, rápida e silenciosamente. -- É, ok. Fazia até que sentido me chamar.

-- Que horas eu parto?

-- Agora. -- ele respondeu, me entregando um envelope com dinheiro mortal - aka dólares.

-- Hum… Pra que isso serve?

-- Seu transporte. E algumas informações sobre quem deve buscar.

-- Desculpa, mas… Transporte? O Argo recebe em dólar agora?

-- Argos? -- repetiu o diretor de atividades, confuso com a minha pergunta. -- Ele esta em missão, agora. Você vai de ônibus.


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Ônibus.

Isso tira todo o glamour da coisa. Eu devia é ter guardado algum dinheiro e tomado um avião, mas não. Eu mal tinha dinheiro pra pegar um táxi até a rodoviária mais próxima, então eu dependia inteiramente da verba que o Acampamento pudesse bancar. Vida de herói é um treco, vou te falar.

Já no balcão, enquanto eu comprava as passagens, perguntei para a vendedora quanto demora a viagem. [color:8664=#V]“-- Em torno de cinco horas”, ela falou. Cinco fucking horas. “Ah, isso vai ser lindo.”

A única coisa que me distraiu durante o tempo da viagem foi o fato de eu estar sendo seguido. Ao menos, eu acho que estava. Sabe quando você fica com aquela sensação esquisita, aquela pulga atrás da orelha? Então, talvez esse felling seja expandido quando você é um empata. Notei um cara me seguindo logo depois de comprar a passagem, quando comprei um hamburger para esperar o ônibus - o que eu fiz, aliais, enquanto lia meu livro de conversação em português.

O cara parecia ser mais velho do que eu, vestido normalmente. Mas o que realmente o entregou foi o estado de atenção em que ele se encontrava. Pode ser que, só olhando, fosse impossível de notar. Mas ele me seguiu por horas, com sua mente martelando o mesmo conjunto de emoções em loop. E só foi mais fácil de notar quando ele entrou no mesmo ônibus que eu.

Desci em Boston cinco horas e dezesseis minutos depois, com o corpo amassado e com sono. Puxei um mapa de Boston - eu realmente precisava de um celular, porque usar o Google Maps iria ser muito mais fácil -, decorando qual o caminho que eu tinha que pegar para chegar ao orfanato. Preferi não pegar um táxi por motivos financeiros - vai ver eu achava um Starbucks no caminho -, então sai perguntando para os lojistas indicações de caminho. Claro que, porque eu sou sortudo, tive que pegar outro ônibus para chegar ao meu destino. “Quem sabe eu deva pensar em adquirir um carro. Seria tão mais simples...”

E, provando meu ponto, meu stalker pessoal continuou me seguindo pelas ruas da cidade.


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O bilhete do Quíron dizia que eu deveria esperar em um café, a algumas ruas do orfanato, até as 15h. Nesse horário, um sátiro - o tal Travis - apareceria para me informar da situação. Porém, eu tive um pequeno contratempo. Veja bem, para mim, Boston era uma cidade desconhecida. E - claro que acidentalmente - acabei virando em algumas ruas erradas. O que me atrasou. Muito.

Cheguei no café as 17h, mas com o sol ainda no alto. Encontrei o sátiro - o diretor de atividades havia me entregado uma foto, junto aos outros itens -, desesperado, sentado em uma das mesas do café, mordendo uma caixa de guardanapos.

-- Travis? -- perguntei, guardando o livro na mochila e me aproximando -- Sou Richard, Quíron me enviou.

-- Você está extremamente atrasado! -- disse o sátiro, levantando antes que eu pudesse sentar. -- Ele já voltou da escola!

-- Ãhn?

Sabe quando você chega atrasado em um compromisso e percebe que mil coisas já rolaram, e você tem que apertar o passo pra tentar acompanhar tudo? É, me senti assim.

O plano do sátiro estava pautado em retirar o garoto do orfanato logo que ele chegasse da escola. Porém, já que eu estava duas horas atrasado, merdas poderiam ter acontecido. Porque isso? Porque, no dia anterior, um “candidato a pai” havia chegado no orfanato. E foi nesse cara, em específico, que Travis sentiu um cheiro muito característico.

-- Um cheiro de morte. Nele e no filho.

-- Filho?

-- Eram dois. Não sei que tipo de monstros, mas a névoa é extremamente forte neles. Pareciam humanos, mas cheiravam como… Como...

-- Mas eles já estão no orfanato?

-- Sim! Chegaram há alguns minutos! -- completou o sátiro, segurando nos meus braços e me sacudindo.

-- Ok, ok! Vamos atrás deles, então!


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Corremos na direção do orfanato, cortando caminho por algumas ruelas e becos. No caminho, Travis continuou explicando que eles haviam percebido sua identidade, mas, ainda assim, o deixaram vivo. Então, para não arriscar a vida do órfão, ele achou melhor pedir por reforços. Porém, com isso, o plano de, legalmente, adotar o garoto estava fora de cogitação. Teríamos que invadir o lugar na marra, achar o garoto e fugir. Dos monstros e, se mais coisas dessem errado, da polícia.

Ah, esqueci me mencionar. A criança não fazia a menor ideia de que era um meio-sangue - o que só fazia mais trabalho mais divertido.

Circundamos o muro do terreno do orfanato até achar um ponto onde havia pouco barulho. O sátiro subiu nas minhas costas - coisa incomoda esses cascos -, procurando por alguma testemunha nos arredores. Já que ele não achou ninguém, resolvemos continuar. Usei minhas chamas para derreter a fiação que protegia o alto do muro - o que talvez disparasse algum tipo de alarme, mas eu meio que liguei o “foda-se”.

Saltamos o muro - com uma certa dificuldade, considerando minhas capacidades acrobáticas inferiores -, nos esgueirando pelas sombras das árvores. Era um espaço até que grande. Dentro dos muros, uma vasta região de grama com algumas árvores. Um único prédio na região sul possuía três andares e várias janelas - provavelmente onde os órfãos dormiam e comiam. Anexo a esse prédio, uma garagem aberta - com alguns carros.

Entramos no prédio pelo anexo da garagem, entrando silenciosamente pelo que parecia ser uma área de servições gerais - um mix de lavanderia, dispensa, materiais de limpeza e construção e outras três mil bufarinhas. Continuamos por algumas escadarias e corredores - seguindo algumas indicações do próprio sátiro, fruto de suas visitas anteriores.

-- Vazio. -- falei, depois que abrimos a porta do dormitório do segundo andar. -- Para onde, agora?

-- Não tenho nem ideia...Talvez s-

-- Quieto! -- sussurrei, enquanto fechava a porta do dormitório e dobrava a luz do corredor, fazendo parecer que ela estava apagada. Eu havia notado que dois homens passaram correndo ao final do corredor, conversando sobre um alarme do muro disparando.

-- Eles já descobriram a abertura no muro. Temos que nos apressar! -- falei baixo, vasculhando a região com minha mente para assegurar que não haveriam mais nenhuma surpresas.

-- Talvez se fossemos falar com o diretor. Ele deve saber onde esta o garoto. -- ele falou, já se movendo quando dei o sinal.

-- E o que você pretende falar pra ele? Deuses existem, monstros existem, e eu sou um homem-bode?

-- Não sei! Pode ser qualquer coisa, só precisamos saber onde está o garoto!

Corremos até a sala do diretor - parando em alguns momentos para evitar que fossemos descobertos -, que, estranhamente, se encontrava entreaberta. Fiz um sinal para que o sátiro continuasse em silêncio.

-- Você é especial, entende? -- disse uma voz grave.

-- Mas… Essas coisas que eu posso fazer... -- agora, outra voz, só mais fina. Como a de uma criança.

-- São elas que te fazem ser especial. Mas não se preocupe com isso.

-- Mas, e se eu machucar meus amigos outra vez? -- Dava pra notar a tristeza na voz da criança.

-- Deixe de conversa. Só nos leve embora daqui. -- disse uma terceira voz, muito mais sinistra e profunda que as outras duas.

-- É uma situação complicada pra ele. Não vamos apressar as coisas.

-- O sátiro pode ter reforços. Não quero arriscar permanecer aqui por muito tempo. -- ao ouvir a menção à Travis, fiz outro sinal. Provavelmente, a criança era o meio-sangue que procurávamos. O problema, porém, era que os dois monstros se encontravam na sala. Não havia como eu antever o que aconteceria se eu entrasse, botasse o garoto no ombro e fugisse.

-- Tudo bem. Jimmy... -- dizia a voz -- Lembra que eu falei que você deveria vir conosco? Podemos proteger você. Ensina-lo a ter controle, para que nunca mais machuque seus amigos.

-- Eu… -- “Talvez seja a hora de agir...”, pensei.

-- Vou nos teletransportar. Sabe o que é isso? -- A criança respondeu que não -- Tudo vai ficar escuro, talvez você sinta um pouco de enjôo. E então, vamos aparecer em outro lugar. Tudo bem? -- Não esperei para ouvir a resposta da criança. Se um deles podia se teletransportar, demorar mais um segundo iria ser arriscado demais. Me concentrei nas emoções que eu podia sentir, tentando prever onde estaria cada pessoa dentro da sala. Acenei para o sátiro, levantando e entrando pela porta da frente.


--------------------------------------------------------------------------------

Adaptei minha estratégia logo que entrei, confirmando que - apesar da falta de precisão - minha “sonda empática” havia funcionado. Dentro da sala estavam três pessoas: uma criança - Jimmy, o meio-sangue órfão -, um jovem - mais ou menos a minha idade e altura, pele pálida e um grande pacote cilíndrico nas costas -, e um velho - por volta dos sessenta anos, porém mais alto do que eu e anormalmente mais forte.

Me coloquei afrente da criança, abrindo meus braços e esticando minha mão na direção dos outros dois.

-- Nenhum dos dois se mexe. Ou viram churrasco. -- ao completar, incendiei meus punhos.

-- Jimmy! -- disse o sátiro, se aproximando da criança. Aparentemente, ele já conhecia a criança - e bastante -, já que eu senti o garoto ficando bem mais calmo.

-- Quem!? -- disse o velho, levando a mão à cintura. O que eu não havia notado, porém, é que ele conservada uma espada em seu cinto.

-- Fica frio ai! -- falei, expandindo minha aura de paz.

-- Quem é você?! -- Vai, é bem óbvio. Mas, ainda assim...

-- Acampamento Meio-Sangue, ao seu dispor. -- Havia algo estranho. A agressividade do velho não havia diminuído nenhum pouco. Sem falar que ele já estava com a mão no cabo da espada, como se fosse saca-la.

-- Maldição -- xingou o rapaz, enquanto olhava para o velho. Pra variar, havia algo de curioso nele também. Claro, ele também sentia uma visível raiva de mim. Contudo, havia uma gama de outras coisas. Era como se ele não quisesse lutar comigo, independente da aura de paz.

-- Pegue a criança. Eu cuido dele. -- disse o velho, sacando a espada. “Uou!”, pensei imediatamente. Ele não deveria poder sacar a espada.

A partir disso, varias coisas aconteceram. A criança pareceu ver a espada, e algo mais. As feições do velho ficaram mais… Velhas. Decrépitas. Como se ele ele fosse um zumbi, ou algo parecido. Macabro o suficiente para assustar - pra caramba - o tal Jimmy, que saiu correndo.

Pensei que a vaca tinha ido pro brejo - afinal, agora não dava pra fugir como eu pretendia. Mas então mais coisas esquisitas aconteceram. Fiz menção de gritar para que o sátiro fosse atrás do menino, mas o velho agiu mais rápido. Ele girou a espada acima da cabeça, descendo-a na minha direção. Rolei para o lado, ativando minha couraça. O que eu não esperava, porém, é que ele fosse atacar o sátiro. Aproveitando a proximidade, o tal zumbi atingiu Travis com o cabo da espada, desmaiando-o.

Me levantei ao final do rolamento, atingindo as costas do velho com os punhos em chamas. Logo depois estiquei um dos braços na direção do outro rapaz, preparado para lançar um jato de chamas.

-- Calma! Eu não sou inimigo!

-- O que?

-- Eu estava infiltrado. Até você vir e estragar tudo!

-- Do que diabos voc-

Sério, muita coisa estava acontecendo ao mesmo tempo. O velho - que não estava desmaiado nem nada - chutou na direção da minha canela - o que me derrubou facilmente. A espada do zumbi veio na minha direção, brilhando em chamas negras e cortando fundo no meu ombro esquerdo.

-- Do que… Você esta falando? -- dizia o velho, levantando e chutando minha barriga - me empurrando contra a escrivaninha.

-- Eu… Ah, dane-se. -- o rapaz correu contra o velho, empurrando-o com o ombro e o jogando-o por cima da escrivaninha - eu até vi o corpo passando por cima da minha cabeça. -- Vamos, levante! -- disse ele, enquanto me ajudava a levantar.

-- Quem… É você? -- eu disse, enquanto me levantava.

-- Eu estava infiltrado entre eles. Até você aparecer.

-- Quem são eles?

-- Um grupo de semideuses e monstros que colaboram entre si.

-- Semideuses e monstros? -- repeti, surpreso. Parecia ser o mesmo grupo que estava me caçando, meses atrás. O mesmo grupo que acolheu Rocky e surpreendeu nosso grupo naquele trabalho na Noruega…

-- Ah… Finalmente tenho uma desculpa pra te matar. -- Disse o velho, levantando. Chamas negras começaram a crepitar pelo seu corpo, queimando o piso ao redor e se espalhando pela mesa.

-- Vá atrás do menino! Eu cuido do cavaleiro da morte. -- falou o rapaz, puxando o pacote cilíndrico de suas costas.

-- Não. Você teletransporta, procura o Jimmy. -- eu falei, invocando minha espada flamejante. -- Eu cuido dele.

Procurei ignorar a dor no meu braço esquerdo, e corri. Pulei em cima da mesa, sugando as chamas na madeira pela mão esquerda e saltando na direção do cavaleiro, fincando a lâmina de fogo e empurrando seu corpo contra a janela, jogando ambos - eu e ele - do segundo andar do prédio.

Durante a queda, agradeci pelas chamas negras que o “zumbi” emitia pelo corpo. Continuei sugando essas chamas, já sentindo o corte no meu braço se fechar. Mas isso foi só um “susto” de tranquilidade. A dor voltou - e com força - quanto atingimos o chão. E, pra ajudar, ainda caí com o lado esquerdo do corpo - e eu senti meu ombro esquerdo se deslocando.

A dor percorreu meu corpo como eletricidade, atingindo meu cérebro como facas. O grito empático de dor do cavaleiro da morte foi quase como um sussurro, obscurecido em meio a minha própria angústia. Levantei com dificuldade, apoiando a maior parte do peso em meu joelho. Contudo, o zumbi levantou alguns segundos antes. Quando me coloquei de pé mal pude notar sua espada, que vinha na horizontal.

Cerrei os punhos, causando uma profusão de chamas contra a espada negra. Com esforço, joguei meu corpo para frente - na direção do meu adversário - empurrando seu braço da espada com minha mão direita, também acertando sua cabeça com a minha testa. Imediatamente fomos acometidos pela tontura - cada um dando passos confusos para trás e para os lados.

-- O que vocês querem… Com o garoto? -- perguntei, tentando permanecer de pé.

-- Vai ter que me vencer para descobrir. -- respondeu o cavaleiro, se equilibrando novamente e vindo na minha direção.

Retirei a mochila das costas, segurando-a com a mão direita como um escudo. Quando a espada veio na minha direção eu levantei o braço, interrompendo seu movimento. Fiz como havia aprendido no kalari, aproveitando o momentum da lâmina: ao invés de absorver o impacto total da lâmina, eu acompanharia seu movimento, desviando-a para trás.

O cavaleiro, porém, tinha experiência com batalhas. Sua mão livre veio em minha direção, atingindo o ombro descolado. Gritei de dor, cambaleando para trás. Outra vez ele sacudiu a espada na minha direção, tentando decepar minha cabeça. Fiz o único movimento que imaginei, colocando a mochila nas costas e jogando o corpo para trás, projetando uma parede de chamas para fora do meu corpo com a intenção de afastar o zumbi.

Ele se afastou alguns passos, e eu caí de bunda, desorientado.

-- Você domina um estilo interessante de luta.

-- Na verdade, é meio que improviso. -- respondi, levantando outra vez. -- Como que você conseguiu ignorar minha aura? Nenhum ser vivo deveria poder me atacar.

-- Eu não sou um ser vivo. Sou um cavaleiro da morte!

Ele avançou outra vez, erguendo sua espada. Estiquei o braço direito, expelindo um jato de chamas. Ele girou o corpo, desviando do fogo, e se distanciando pela lateral. Cortou o ar com a espada, posicionando-a à extrema direita. Entre eu e ele, repousava minha espada de bronze celestial. "Saco", pensei, enquanto bolava um plano maluco. Quase suicida, mas, veja bem, eu não tinha outra opção. Joguei meu corpo na direção na espada, esticando o braço direito para agarrar o cabo.

Gritei com a dor, e ergui o braço direito. Mesmo que eu conseguisse levantar a espada para atingir o cavaleiro, eu ainda seria atingido. Eu tinha que atrasar a espada, mesmo que um mísero segundo. Mesmo que isso custasse meu braço.

Meus nervos pareciam espinhos sob a pele, gritando quando eu ergui o braço. E espada negra veio na minha direção, e eu cerrei os dentes, para aguentar a dor.  Ergui o braço da espada, perfurando onde deveria ser o coração do cavaleiro da morte. Senti a dor da destruição se embrenhando em meu cérebro, mas, ainda assim, sua espada continuou na trajetória. Só que - graças a, tipo, TODOS os deuses -, alguém interrompeu a luta. Na verdade, interrompeu tudo.

Um círculo de escuridão surgiu ao meu redor, como um domo de trevas. O rapaz - o tal infiltrado -, surgiu ao meu lado, e tocou meu ombro. No mesmo momento, senti meu estômago se revirar e virar, girando como um peão.

Em um momento, tudo ao meu redor era puro negro, e, no instante seguinte, voltou a clarear. Eu então estava em uma região gramada, sob a sombra de uma árvore. Ao meu lado, tonto e se apoiando na árvore, estava o teletransportador.

Me levantei, apesar do enjoo, e manejei a espada contra sua direção, parando-a alguns centímetros longe do peito.

-- Quem é você?

-- Sou o cara que acabou de salvar sua vida. -- disse o rapaz, levantando os braços -- Estamos perto da colina Meio-Sangue. Eu trouxe o sátiro e a criança, eles estão ali do lado. -- ele apontou para a esquerda, e eu acendi as chamas na lâmina.

-- Eu perguntei quem é você.

-- Eu estava infiltrado, em uma missão para o Quíron. Meu nome é Tom Gordon.

"welcome to the nova corps 2.0" – by anxes, handmade for role-playing with "richard n. rider"


Última edição por Richard N. Rider em Ter Abr 07, 2015 10:48 pm, editado 1 vez(es)
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Re: {ONE POST} ORPHAN CHILD

Mensagem por Richard N. Rider em Ter Abr 07, 2015 8:44 pm

OFF TOPIC


Vixe, ta ai. Ufa.

Então, editei ali em cima por aquele motivo que falei por mp -q
Se fiz besteira, sorry -q

ARMAS USADAS


Espada Flamejante [Bronze Celestial // Espada forjada em bronze celestial com a lâmina alaranjada. Possui a capacidade de se transformar em um anel quando não está em uso. Sua lâmina é encantada, permitindo que a arma entre em combustão instantânea, cobrindo-a com fogo e potencializando o dano // Presente de reclamação de Héstia]. RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA

Couraça [Bronze Celestial // Peitoral de armadura forjado em bronze celestial, disfarçando-se de um pequeno broche com o desenho de uma chama quando não está ativado. Possui a capacidade de, uma vez por missão, criar um círculo de fogo ao redor do semideus que derrete tudo que se aproxima, inclusive metais mais fracos que o da própria couraça. Não derrete bronze celestial ou ferro estíge, mas queima também a pele humana devido ao calor // Presente de reclamação de Héstia]. RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA


PODERES USADOS

[Nível 03] Empatia – Os protegidos de Héstia possuem uma sensibilidade no sentido de sentimentos, portanto, são capazes de perceber as emoções e sentimentos de todos ao seu redor com apenas um olhar. [RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado praticamente em todos os momentos]

[Nível 10] Pirocinese – Os protegidos de Héstia possuem a habilidade de controlar as chamas. [RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado pela primeira vez em “Usei minhas chamas para derreter a fiação”. Depois, nos momentos de batalha]

[Nível 06] Imunidade ao fogo – Os protegidos de Héstia são imunes à altas temperaturas, nunca sofrerão queimaduras e terão imunidade completa ao fogo. [RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Visto em todos os momentos em que Richie cria/manipula fogo]

[Nível 17] Fotocinese – Os protegidos de Héstia possuem a habilidade de absorver a luz e controla-la.
[RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado em “dobrava a luz do corredor”]

[Nível 19] Absorção de Fogo – Os protegidos de Héstia poderão absorver as chamas do fogo através do toque, desde que este não seja criado por si mesmo e com isso, curará 50 de PV//PR//PM.
[RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado em “ Continuei sugando essas chamas” e "sugando as chamas na madeira"]




[Nível 08] Aura da Paz – O protegido de Héstia poderá expandir sua aura pacífica em no máximo 200m, impedindo brigas e lutas nesse raio.
Duração: Dois turnos.
Gasto: 30 PM.
[RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado em “expandindo minha aura de paz”]

[Nível 11] Punhos em Chamas – O protegido de Héstia poderá envolver os próprios punhos com fogo, potencializando seus ataques sem a utilização de arma branca. Causará queimaduras no inimigo se o atingir.
Gasto: 55 PM.
[RICHARD, PROTEGIDO DE HÉSTIA | Utilizado em “incendiei meus punhos”]






Essa é Fala (000066) | Fala também (BD8500)
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Re: {ONE POST} ORPHAN CHILD

Mensagem por Afrodite em Qua Abr 08, 2015 1:05 pm

1. Avaliação e Recompensa


Bom meu caro, em geral, foi uma boa missão. Logo no começo do post pude notar alguns erros gramaticais, como "aliais" quando o correto é aliás e "a" quando deveria ter usado o verbo . Até o momento em que você e Travis chegam ao orfanato, tudo estava bem, mas logo no começo da invasão ao local notei algumas falhas. A primeira é o uso do poder Pirocinese na fiação. A descrição dessa habilidade lhe dá capacidade para controlar chamar, não criá-las e não vi você citar de onde retirou o fogo controlado. Eu pude visualizar grande parte da luta sem dificuldade. Embora ache que você deu uma exagerada de ferimentos em um único local (ombro esquerdo), o que lhe salvou foi a utilização do poder de cura. Um fator importantíssimo que me levou a descontar XP da batalha foi o desconhecimento tanto do monstro (tive que catar no bestiário) e a falta de informação sobre o semideus Tom Gordon. Digo, como posso aceitar um teletransporte se nem mesmo a ancestralidade divina desse NPC você me informou? Como sua narração é em primeira pessoa, entendo não ter colocado esses dados, mas lhe aconselho a pôr em spoiler no fim do post para possibilitar a compreensão do narrador de sua ideia.
Por isso, jovem, atente-se aos detalhes em suas próximas missões!

Coerência Textual: 40/50
Coerência Batalha/Treino: 35/50
Gramática: 17/20
Enredo: 55/60
Objetividade: 20/20

Total: 167XP + 85 dracmas + 2 fama

2. Situação do Personagem


Descontos: -25 PV // -35 PM // -10 PR
PODER [Nível 19] Absorção de Fogo LEVADO EM CONTA.

--> Qualquer dúvida ou reclamações quanto à missão/avaliação poderá ser realizada por MP.
--> Você tem 48 horas para postar se curando, seguindo o sistema de cura padrão do fórum antes do tópico ser trancado.

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